Witzel volta a negar que vazou informações: ‘Não tenho bandido de estimação’

  • Por Jovem Pan
  • 01/11/2019 17h31
Dhavid Normando/Estadão ConteúdoWitzel também parabenizou a AGU por ter aberto um procedimento para investigar o vazamento

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), voltou a rebater o presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (1). Ele negou que tenha vazado informações sobre a investigação da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes e disse que “não tem bandido de estimação”.

“Seja ele de farda, de distintivo, político, filho de poderoso. Não tenho compromisso com a bandidagem. Assumi o Estado sem qualquer compromisso com traficante, com miliciano. Todos aqueles que se colocarem na reta da Justiça serão presos, serão investigados”, afirmou.

Em transmissão ao vivo feita nesta quinta-feira (31), Bolsonaro insistiu na tese de que o governador quer prejudicá-lo. “Botou na cabeça que quer ser presidente da República, nada contra, concorra, mas o que ele botou na cabeça que tem que me destruir”, declarou.

Witzel também parabenizou a Advocacia Geral da União (AGU) por ter aberto um procedimento para investigar o vazamento. “Se não tivesse instaurado lá, eu instauraria aqui, para investigar quem foi o vazador. Que se descubra.”

O governador garantiu ainda que nunca teve acesso aos autos do processo sobre a morte de Marielle. “O Rio, depois que eu assumi o governo, tem uma polícia independente, como deve ser numa democracia”, explicou.

O filho “01” do presidente, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), é alvo de investigação do Ministério Público do Rio que apura a suposta prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O caso ficou conhecido como “Caso Queiroz”, em referência ao ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz.

Flávio foi o pivô do início da crise entre o clã e o governador. Partiu dele, que comanda o PSL no Rio, a ordem para que o partido desembarcasse da base do governo estadual – o que, na prática, não ocorreu. Witzel está brigado com Bolsonaro desde que manifestou o desejo de concorrer à Presidência em 2022.

* Com informações do Estadão Conteúdo