Chanceler rebate crítica feita na CIDH de que México é um cemitério

  • Por Agencia EFE
  • 22/03/2015 01h32
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Cidade do México, 21 mar (EFE).- O chanceler mexicano, José Antonio Meade, negou neste sábado que o México seja um cemitério, como afirmou ontem um grupo de familiares de desaparecidos em uma audiência na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH).

“De maneira nenhuma”, disse o ministro ao ser perguntado se aceitava as qualificações feitas na sexta-feira em Washington por familiares de desaparecidos no México e organizações civis.

Em uma audiência, eles cobraram o governo mexicano a responder os milhares de casos de desaparições forçadas que estão há anos sem serem resolvidos no país e que não recebem o mesmo grau de investigação que o dos 43 estudantes desaparecidos em Iguala, no estado de Guerrero.

“O México é um túmulo, uma macrotumba, vivemos entre os mortos”, disse Leticia Hidalgo Rea, cujo filho Roy desapareceu em 2011 no estado de Nuevo León.

Em reunião com o chanceler, parte das atividades comemorativas do 70º aniversário da Organização das Nações Unidas (ONU), Meade disse que “há sociedades civis de denúncia que escolhem enfrentar os elementos mais duros, mais difíceis, que mais nos desafiam na sociedade”.

Perante isso, “estamos animados com a responsabilidade e a convicção de corrigi-lo”, acrescentou.

Mas o México, acrescentou, “é muito mais que isso”.

“No México estamos evoluindo em praticamente todos os indicadores; a violência se está caindo, estamos modificando nossas leis e as implementando para transformar em realidade o México em paz que todos queremos”, disse o chanceler.

Meade disse que o país é “um dos principais parceiros” da ONU em matéria de direitos humanos. “Fomos um dos criadores da Comissão de Direitos Humanos, fomos um dos fundadores do exame público universal, somos membros de praticamente todas as instâncias em matéria de direitos humanos”, insistiu. EFE

pem/cd

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