Chefe de inteligência chilena propõe uso de agentes disfarçados após atentado

  • Por Agencia EFE
  • 13/09/2014 12h56
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Santiago do Chile, 13 set (EFE).- O diretor da Agência Nacional de Inteligência (ANI) chilena, Gustavo Villalobos, afirmou que irá fazer uma proposta para que o organismo que dirige inclua o uso de agentes infiltrados, algo que, disse, pode ajudar a prevenir atentados como a explosão de segunda-feira no metrô de Santiago.

Em uma entrevista ao jornal “El Mercurio”, o chefe da ANI assegurou que a capacidade da agência para recopilar informação é limitada porque não usa agentes infiltrados, como podem fazer as unidades de inteligência das Forças Armadas, Carabineiros e a Polícia de Investigações (PDI).

“Temos aprovação para o uso de informantes, não para agentes encobertos”, precisou Villalobos, que antecipou que incluirá a solicitação para que a ANI possa infiltrar agentes dentro um projeto de lei que será apresentado para fortalecer e ampliar as atribuições do organismo de inteligência.

“Nestas matérias, os agentes disfarçados, os informantes e o trabalho de busca de informação são o mais relevante”, assinalou o diretor da ANI, que ressaltou que apesar dos avanços tecnológicos, as fontes humanas seguem sendo “fundamental” em matéria de inteligência.

No caso do atentado explosivo de segunda-feira em um local limite a uma estação de metrô em Santiago, que deixou 14 feridos, Villalobos reconheceu que os diferentes organismos que conformam o sistema de inteligência não tiveram “informação suficiente” para prevenir o ataque.

A polícia segue investigando o atentado de segunda-feira e suspeita que os autores do ataque podem ser grupos anarquistas como os que colocaram dezenas de bombas na capital durante os últimos anos.

O responsável da inteligência chilena expressou sua preocupação com a “radicalização” destes grupos e reconheceu que são difíceis de investigar porque são muito pequenos e dispersos. EFE

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