China oferece mais ajuda a Mianmar para reconstrução após inundações

  • Por Agencia EFE
  • 04/09/2015 10h21

Pequim, 4 set (EFE).- O presidente da China, Xi Jinping, se reuniu nesta sexta-feira com o presidente birmanês, Thein Sein, e afirmou que a potência asiática continuará a ajudar Mianmar na reconstrução das áreas afetadas pelas recentes inundações que alagaram o país.

“China e Mianmar (antiga Birmânia) são vizinhos e amigos há muito tempo, e passaremos juntos pelos tempos ruins”, disse Xi a Sein em Pequim, para onde o dirigente birmanês viajou para assistir ao desfile militar que comemorou o 70º aniversário da vitória chinesa em cima do Japão na Segunda Guerra Mundial.

Xi disse que a China “continuará a fornecer ajuda a Mianmar para a reconstrução das regiões devastadas pelas inundações”, publicou a agência oficial “Xinhua”.

As chuvas da monção, agravadas pela passagem do ciclone Komen em julho, afetaram 12 das 14 províncias do país, e deixaram uma centena de mortos e um milhão de desalojados.

Desde então, a China enviou aviões e provisões de emergência, assim como uma equipe de profissionais para colaborar nos trabalhos de resgate.

Além disso, Xi defendeu impulsionar o comércio além da fronteira e avaliou o apoio de Mianmar à iniciativa da “Nova Rota da Seda” chinesa, uma série de projetos de infraestrutura que a China realiza para promover o comércio regional e melhorar seu acesso à Europa.

Ele também agradeceu a presença do dirigente birmanês ao desfile militar, sublinhando que, na Segunda Guerra Mundial, “a China foi o principal campo de batalha do leste e Mianmar um palco também importante”.

“Os povos dos dois países fizeram grandes contribuições à vitória da Segunda Guerra Mundial”, disse Xi.

Não foi divulgado se os líderes, que se viram em abril durante a Conferência da Ásia-África em Jacarta, na Indonésia, conversaram sobre as próximas eleições gerais de Mianmar, que analistas avaliam que podem dar a vitória ao partido de oposição, de Aung San Suu Kyi.

A Nobel da Paz, que não pode se candidatar porque a Carta Magna impede que pessoas que tenham se casado com estrangeiros disputem a presidência, e o marido de Suu Kyi, morto em 1999, era britânico, viajou à China pela primeira vez em junho para aproximar posturas com o governo chinês.

A China foi o único país que apoiou a Junta Militar que governou Mianmar entre a década de 60 e 2011 – e que prendeu Suu Kyi, mas o atual governo birmanês se apromixou dos Estados Unidos como parte da transição do regime, o que provocou receios na China. EFE