China planeja transferir ou modernizar fábricas após tragédia de Tianjin

  • Por Agencia EFE
  • 30/08/2015 03h59

Pequim, 30 ago (EFE).- As autoridades locais e provinciais de toda a China apresentaram planos para transferir ou modernizar em torno de mil instalações químicas após as explosões do porto de Tiajin, que causaram pelo menos 145 mortos e o medo de uma contaminação química.

O desastre levou governos provinciais e locais a “acelerar os planos para realocar ou modernizar plantas químicas por todo o país”, assinalou o ministro da Indústria, Miao Wei, em um documento publicado em uma página de internet oficial e citado pelo jornal independente de Hong Kong “South China Morning Post”.

Ele acrescentou que o governo começou a trabalhar durante 2014 neste processo, embora tenha reconhecido que “nosso trabalho durante mais de um ano resultou ser inadequado”.

Miao assinalou este sábado ao Comitê Permanente da Assembleia Nacional Popular (ANP, legislativo) que as mais de mil fábricas e instalações químicas tiveram um custo conjunto de cerca de 400 bilhões de iuanes (US$ 62,5 bilhões) e que sua atualização ou mudança seria muito complexa só do ponto de vista econômico.

Outra questão-chave é a oposição cidadã a este tipo de instalações, já que nos últimos anos houve protestos crescentes em diferentes pontos da China contra a construção de plantas químicas ou contra a contaminação gerada pelas instalações já em andamento.

As explosões do dia 12 de agosto em uma área de armazenamento de produtos químicos no porto chinês de Tianjin deixaram até agora 146 mortos e 27 desaparecidos, assim como mais de 700 feridos. EFE