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Coronel que agrediu delegado é chefe de gabinete de deputado defensor do fim da ouvidoria das polícias

Alberto Malfi Sardilli é acusado de espancar o delegado Milton Rodrigues Montemor, de 80 anos; no final do mesmo ano, o coronel assumiu o cargo no gabinete de Frederico D'Ávila

Caroline Hardt

Um coronel reformado da Polícia Militar, investigado por agredir um delegado de 80 anos em São Paulo, é o chefe de gabinete do deputado estadual Frederido D’ávila, autor do projeto que quer acabar com a ouvidoria das polícias do Estado. Alberto Malfi Sardilli é acusado de espancar o delegado aposentado Milton Rodrigues Montemor, em 2018. No final do mesmo ano, Sardilli assumiu o cargo de chefia do gabinete de Frederico D’Ávila na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Segundo o boletim de ocorrência, o coronel Sardilli discutiu com Montemor durante um evento beneficente na zona norte da cidade, esperou ele sair e o agrediu na porta de um estacionamento. Milton Rodrigues chegou a ficar internado e passou por duas cirurgias. Na época, a ouvidoria das polícias instaurou um procedimento sobre a agressão. O caso ainda tramita na Justiça. Durante uma audiência pública na última segunda-feira, 24, o coronel Alberto Sardilli disse que a ouvidoria das polícias é composta apenas por integrantes de partidos de esquerda.

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Em nota, o deputado Frederico D’Ávila e o chefe de gabinete, coronel, Alberto Sardilli, negaram que a vontade de extinguir a Ouvidoria das Polícias tenha relação com o caso de agressão do oficial. O parlamentar também afirmou que o caso está em andamento na justiça e que há divergências nas versões dos envolvidos. Nesta terça-feira, 25, os deputados da “bancada da bala” da Alesp não conseguiram quórum para aprovar regime de urgência para o projeto. Uma nova tentativa deve ser feita na semana que vem.

*Com informações do repórter Leonardo Martins

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