Após liminar, Furnas destrava privatização da Eletrobras em reunião de 32 minutos

Breve batalha judicial poderia impedir continuidade do processo de venda da empresa elétrica

  • Por Jovem Pan
  • 06/06/2022 20h44 - Atualizado em 06/06/2022 22h52
Agência Brasil prédio da eletrobras Privatização da Eletrobras deve ser a única a ser concluída durante o governo Bolsonaro

Após a Justiça Federal do Rio de Janeiro derrubar duas liminares que poderiam atrasar ou até mesmo impedir a privatização da Eletrobras, Furnas, uma das subsidiárias da empresa, realizou nesta segunda, 6, a assembleia de debenturistas que permite um investimento de R$ 1,58 bilhão na Madeira Energia, que controla a Usina Hidrelétrica de Santo Antônio. A oferta de ações da Eletrobras pode chegar a R$ 35 bilhões, mas dependia desse aporte para evitar a aceleração da cobrança de dívidas da usina e a execução de garantias dadas pela Eletrobras. O aval dos debenturistas era necessário e foi alcançado após 32 minutos de reunião. Com o aporte, feito por meio de um aumento de capital, Furnas passará a deter 72,4% de participação na companhia, ante 43,06% anteriores. As liminares haviam sido pedidas pela Asef (Associação dos Empregados de Furnas), em processos diferentes. A entidade alega que a convocação da assembleia não respeita o período de antecedência mínima de oito dias e viola o próprio acordo de acionistas; no outro, defende que houve um suposto conflito de interesses na negociação. Furnas nega ambos os pontos de vista.