Balança comercial brasileira bate recorde em 2021 ao registrar superávit de US$ 61 bilhões

Saldo é resultado de US$ 280 bilhões em exportações e US$ 219 bilhões em importações; indústria da extração puxa desempenho positivo

  • Por Jovem Pan
  • 03/01/2022 15h04 - Atualizado em 03/01/2022 16h15
SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO CONTEÚDO Navio de cargas ancorad no Porto de Santos Balança comercial brasileira registra novo superávit em 2021 em meio ao processo de recuperação da economia global

A balança comercial brasileira fechou 2021 com superávit de US$ 61 bilhões, o melhor resultado da série histórica iniciada em 1989, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior nesta segunda-feira, 3. O superávit é registrado quando o número de importações é maior que o de exportações. O resultado superou o pico de US$ 56 bilhões registrado em 2017 e representa avanço de 21% ante 2020, quando o saldo entre importações e exportações fechou positivo em US$ 50,4 bilhões. O saldo do ano passado é resultado de US$ 280,4 bilhões em exportações — também recorde para o período —, e US$ 219,4 bilhões em importações, o melhor desempenho desde 2014. Na média diária, o país registrou 34% de avanço nas vendas de produtos no mercado internacional, enquanto as compras tiveram avanço de 38%, informou o Ministério da Economia.

O resultado positivo no ano foi puxado pela alta de 62% da indústria extrativa em meio a disparada do preço de commodities como o petróleo e o minério de ferro. A indústria de transformação registrou alta de 26%, enquanto o agronegócio teve aumento de 22%. Apesar do resultado recorde, o desempenho veio abaixo do projetado pela equipe econômica, que em outubro estimava saldo de US$ 70,9 bilhões. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, a diferença foi causada pelo aumento dos valores das importações causado pela valorização do câmbio no último trimestre de 2021. Para este ano, os técnicos do órgão estimam que a balança comercial feche com superávit de US$ 79,4 bilhões — aumento de 30% em comparação com 2021. Segundo a equipe econômica, no entanto, o cenário ainda é bastante incerto devido à disseminação da variante Ômicron da Covid-19 e a implementação de novas medidas de restrição, sobretudo em países europeus.