Desemprego chega a 14,7% e atinge recorde de 14,8 milhões de brasileiros, diz IBGE
A taxa de desemprego no Brasil chegou a 14,7% no trimestre entre janeiro a março de 2021, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad – Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 27. São 14,8 milhões de brasileiros desocupados, um crescimento de 6,3% (880 mil pessoas) em comparação com trimestre de outubro a dezembro de 2020. Tanto a taxa de desemprego quanto o contingente de desocupados correspondem a recordes da série histórica, iniciada em 2012. Em relação ao mesmo trimestre móvel de 2021, o número de brasileiros sem emprego subiu para 15,2%, o que representa mais de 1,956 milhão de habitantes. “Esse aumento da população desocupada é um efeito sazonal esperado. As taxas de desocupação costumam aumentar no início de cada ano, tendo em vista o processo de dispensa de pessoas que foram contratadas no fim do ano anterior. Com a dispensa nos primeiros meses do ano, elas tendem a voltar a pressionar o mercado de trabalho”, explica a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.
Os dados do IBGE também mostram que a média da população ocupada se manteve estável ante o trimestre móvel anterior, ficando em 85,7 milhões. No entanto, na comparação com 2020, houve uma queda de 7,1%, o que representa menos 6,6 milhões de pessoas ocupadas. No período de janeiro a março de 2021, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado caiu 10,7%, enquanto o contingente de pessoas sem carteira assinada no setor privado, cerca de 9,7 milhões de pessoas, caiu 12,1% frente ao mesmo período de 2020. O número de trabalhadores autônomos, que correspondem a 23,8 milhões de brasileiros, teve elevação de 2,4% frente ao trimestre móvel anterior e a taxa de informalidade se manteve em 39,6% da população ocupada, que equivale a 34 milhões de trabalhadores. O rendimento médio ficou em R$ 2.544, mantendo uma estabilidade em relação ao trimestre móvel anterior.
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