Brasil cria 121 mil empregos formais em abril, o 4º mês seguido de alta

Saldo é resultado de 1,38 milhão de contratações ante 1,26 milhão de demissões; setores de serviço e construção civil lideram fomentação de trabalho com carteira assinada

  • Por Jovem Pan
  • 26/05/2021 12h42 - Atualizado em 26/05/2021 15h42
REUTERS/Paulo Whitaker Geração de emprego se mantem positiva em abril, apesar do recrudescimento da pandemia do novo coronavírus Geração de emprego se mantém positiva em abril, apesar do recrudescimento da pandemia do novo coronavírus

O mercado de trabalho brasileiro criou 120.935 vagas formais ante demissões em abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério da Economia nesta quarta-feira, 26. O saldo é resultado de 1.381.767 contratações e 1.260.832 demissões. No acumulado do primeiro quadrimestre, o saldo é de 957.889 empregos formais, com 6.406.478 admissões e 5.448.589 desligamentos. O desempenho de abril veio abaixo das 184.140 vagas criadas em maio, quando o mercado de trabalho perdeu o fôlego pela reedição de medidas de isolamento social. Em janeiro e fevereiro, o Caged registrou recordes históricos, com os saldos positivos de 257.768 e 395.166, respectivamente. Em abril de 2020, a variação ficou com saldo negativo de 960.428 postos de trabalho, o pior resultado da história. Já no acumulado dos quatro primeiros meses, o resultado fechou com 763.232 vagas perdidas a mais do que criadas.

Todos os grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldo positivo. O setor da serviços foi o grande destaque, com a geração de 57.610 novos postos de trabalho formais. A construção vem em segundo lugar, com 22.224 empregos. A indústria registrou 19.884 vagas, enquanto a agricultura fechou abril com 11.145 postos, e o comércio com 10.124. Todas as regiões também tiveram saldo positivo. O sudeste lidera com a criação de 49.371 postos, seguido pelo sul, com 21.721 vagas de trabalho. O centro-oeste criou 20.928 vagas, enquanto o nordeste encerrou o mês com 19.747 postos, e o norte com 9.170.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta terça-feira, 25, que o governo federal projeta parcerias com a iniciativa privada para fornecer cursos de capacitação e estimular a entrada dos mais jovens no mercado de trabalho. A proposta prevê o pagamento de R$ 600 por participante, dividido entre o Bônus de Inclusão Produtiva (BIP), custeado pelo governo, e o Bônus de Incentivo à Qualificação (BIQ), pago pelas empresas participantes. Segundo o ministro, o projeto pode gerar até dois milhões de empregos “rapidamente” e já há empresas interessadas. A iniciativa antecede o programa Carteira Verde e Amarela, projetado pela equipe econômica para combater o desemprego no país.

O governo reeditou no fim de abril o programa que autoriza a renegociação dos contratos de trabalho para evitar a demissão em massa em meio ao recrudescimento da pandemia do novo coronavírus. O Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) permite a redução em até 70% dos salários e jornadas por até 90 dias. Segundo dados do Ministério da Economia, já foram firmados mais de 1,9 milhão de acordos neste ano. O governo federal também suspendeu a arrecadação do Fundo de Garantia por Temo de Serviço (FGTS) por quatro meses e autorizou a antecipação de férias com aviso prévio de 48 horas.