Diretor-geral da Aneel vota por recomendar caducidade da Enel SP
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, votou nesta terça-feira (24), pela recomendação da caducidade da Enel São Paulo, após uma descrição detalhada sobre o desempenho da distribuidora nos últimos anos.
Ele também votou por determinar às áreas técnicas a elaboração de um plano de intervenção administrativa na área de concessão da distribuidora no prazo de 30 dias.
Esse plano seria necessário até que um novo concessionário seja estabelecido. As deliberações estão sendo debatidas agora e encaminhamentos diferentes podem ser decididos. Sandoval Feitosa indicou ainda a abertura para mudança no seu voto.
O diretor-geral também defendeu para que seja instituído o acompanhamento de todas as movimentações financeiras envolvendo a Enel São Paulo e suas partes. Seria o caso da avaliação sobre mútuos financeiros, empréstimos e contratações, por exemplo.
A discussão ocorrendo agora não estava prevista na pauta desta terça da reunião pública da Aneel. O tema entrou na discussão após o diretor Gentil Nogueira solicitar prazo adicional de 60 dias para a votação de um processo que avalia o desempenho da Enel São Paulo, referente a eventos de 2024.
É esse trâmite que, em tese, poderia levar à abertura de um processo de caducidade da concessão. Nesta terça, Sandoval Feitosa entendeu que não seria necessário esperar essa tramitação e lembrou ainda que houve manifestação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema.
“A Enel SP perdeu a legitimidade social para continuar a prestar o serviço de distribuição na região metropolitana de São Paulo”, declarou Sandoval Feitosa na reunião pública.
Embora ainda não tenha definição, a passagem de controle ou a relicitação da concessão já são possibilidades aventadas no Ministério de Minas e Energia (MME).
* Com Estadão Conteúdo
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