JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Fora do ar
Macroeconomia

Dólar atinge maior valor desde março de 2023 em dia de desvalorização de moedas emergentes

Impulsionado por queda nas commodities e desconfiança em ativos de risco, divisa americana fecha se aproximando do patamar de R$ 5,30

Redação

O mercado financeiro apresentou um movimento de valorização do dólar nesta terça-feira (4), com a moeda americana se aproximando do patamar de R$ 5,30. Esse aumento foi impulsionado pela queda nos preços das commodities, pela desconfiança em relação aos ativos de risco e pela piora na percepção do cenário local. Ao final do dia, o dólar fechou cotado a R$ 5,2850, atingindo o maior nível desde março de 2023. Na mínima do dia, o dólar à vista chegou a ser negociado a R$ 5,2496, enquanto na máxima, a R$ 5,2961. Além do real, outras moedas de países emergentes e produtores de commodities também se desvalorizaram em relação ao dólar. O euro comercial, por exemplo, teve uma valorização de 0,80%, sendo cotado a R$ 5,7500. O movimento de desvalorização das moedas emergentes foi generalizado, com o dólar avançando contra diversas moedas, como o peso colombiano, o peso mexicano, a coroa norueguesa, o zloty polonês e o rand sul-africano.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/cta_logo_jp_geral.png” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

A queda nos preços das commodities foi um dos principais fatores que influenciaram o mercado no início do dia. No entanto, ao longo da sessão, o real e outras moedas emergentes perderam força, refletindo uma preocupação com a desaceleração da economia global. A aversão aos mercados emergentes também foi alimentada por surpresas nas eleições de países como México, Índia e África do Sul.

Economistas do Itaú Unibanco preveem uma valorização global do dólar até o final do ano, com uma potencial apreciação adicional de 1,5%. Essa projeção também impacta a taxa de câmbio brasileira, com a estimativa do dólar a R$ 5,15 no final de 2024 e a R$ 5,25 em 2025. Já os strategistas do Barclays acreditam que as incertezas locais devem levar o real a ter um desempenho mais fraco em relação a outras moedas emergentes, devido aos riscos locais como a divisão do BC e a deterioração das condições fiscais.

*Reportagem produzida com auxílio de IA

[jp-related-posts ids=”1628476,1628445″]