Dólar e Ibovespa recuam em dia de decisão de juros no Brasil e nos EUA

Câmbio opera na casa de R$ 5,03 com mercados à espera dos novos rumos monetários

  • Por Jovem Pan
  • 16/06/2021 11h39 - Atualizado em 16/06/2021 11h52
Antara Foto/Hafidz Mubarak/via Reuters Mão segura diversas cédulas de dólar Dólar avança com pressão internacional em meio entraves da guerra no Leste Europeu

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam em queda nesta quarta-feira, 16, dia de decisão dos juros no Brasil e nos Estados Unidos. No caso norte-americano, investidores em todo o mundo aguardam pelo recado que o presidente da autoridade monetária nacional (Fed), Jerome Powell, vai passar após duas altas seguidas da inflação. Por aqui, a expectativa é pelo tamanho da dose que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) vai aplicar na Selic. Apesar de o presidente da instituição, Roberto Campos Neto, já ter afirmado que a alta deve ser novamente de 0,75 ponto percentual, analistas começam a enxergar espaço para um movimento mais robusto diante da disparada da inflação. Em meio esse clima de expectativas, por volta das 11h30, o dólar recuava 0,33%, cotado a R$ 5,027. O câmbio atingiu a máxima de R$ 5,055, enquanto a mínima não passou de R$ 5,023. A moeda encerrou na véspera com queda de 0,55%, cotada a R$ 5,043. O Ibovespa, referência da B3, também opera no campo negativo, com recuo de 0,44%, aos 129.516 pontos. O pregão desta terça-feira, 15, encerrou com leve baixa de 0,09%, aos 130.091 pontos.

Os mercados globais estão em compasso de espera pela divulgação do Fed e os possíveis indicativos de mudanças na política monetária. Analistas esperam que o BC dos EUA mantenha a estratégia de estímulos com os juros baixos e a compra de títulos públicos, mas que já sinalize para a diminuição destes movimentos a partir dos próximos meses. A inflação de abril e maio veio acima do esperado, apontando para uma recuperação mais robusta da maior economia do globo. A queda dos estímulos, no entanto, preocupa os investidores pela diminuição de dólares nos mercados internacionais. Já no Brasil, a expectativa é pela alteração da Selic, atualmente em 3,5% ao ano, para algo entre 4,25% e 4,5%. Desde a última reunião do Copom, em maio, é esperada nova alta de 0,75 ponto percentual. Porém, a disparada da inflação, que foi a 8,06% nos 12 meses acumulados em maio, gera expectativa de uma mais incisiva, de 1 ponto percentual. O avanço dos juros deve seguir até o fim do ano. A projeção do mercado é que a Selic encerre 2021 a 6,25%, segundo dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira, 14.