Dólar tem menor nível desde o começo de junho com reforma tributária

No exterior, moeda também caiu em meio à aprovação do fundo bilionário de recuperação na Europa, e do noticiário positivo sobre testes para vacinas contra o coronavírus

  • Por Jovem Pan
  • 21/07/2020 18h53 - Atualizado em 21/07/2020 18h55
Cris Faga/Estadão ConteúdoDólar no mercado à vista caiu 2,44% e encerrou em R$ 5,2113, menor cotação desde 23 de junho

O real teve dia de forte valorização, e foi a moeda com melhor desempenho internacional ante o dólar. O movimento foi reflexo de uma conjunção de fatores externos e internos. Nas notícias domésticas, a moeda americana bateu o menor nível desde o começo de junho, R$ 5,16, durante a solenidade no Congresso em que o ministro Paulo Guedes entregou a proposta de reforma tributária do governo ao Senado. No exterior, o dólar caiu para o menor patamar desde março em meio à aprovação do fundo bilionário de recuperação na Europa, e do noticiário positivo sobre testes para vacinas contra o coronavírus. Operadores relataram ainda perspectiva de ingresso de capital por conta de captações corporativas.

Nesse ambiente, o dólar no mercado à vista caiu 2,44% e encerrou em R$ 5,2113, menor cotação desde 23 de junho. No mercado futuro, o dólar para agosto terminou em baixa de 2,51%, em R$ 5,2060 às 17h. Após a cerimônia no Senado, investidores recompuseram posições, com o nível de R$ 5,16 atraindo compradores, e a queda do dólar, que havia superado 3%, passou para a casa dos 2,3%.

No exterior, o DXY, índice que mede o dólar ante moedas fortes, operou hoje no menor nível desde março. O euro se valorizou, atingindo as máximas em seis meses, após a União Europeia conseguir aprovar o fundo bilionário, depois de dias de negociações e impasses. “O dólar é empurrado para novas baixas enquanto o apetite por risco ganha fôlego”, avalia o analista de mercados do banco Western Union, Joe Manimbo. “Um acordo histórico foi alcançado”, afirmaram os analistas do grupo financeiro holandês ING sobre o fundo de recuperação europeu, que teve quatro dias de controversas negociações.

* Com informações do Estadão Conteúdo