Dólar recua à espera dos rumos da política monetária dos EUA; Ibovespa sobe

Mercados em todo o mundo aguardam a manifestação do BC norte-americano sobre a taxa de juros e a compra de títulos públicos

  • Por Jovem Pan
  • 28/07/2021 13h25
ROBERTO GARDINALLI/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDODólar mantém sequência de queda com intervenções do Banco Central

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam no campo positivo nesta quarta-feira, 28, com investidores de todo o mundo aguardando a manifestação do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, prevista para as 15 horas. A autoridade monetária norte-americana pode sinalizar o início das discussões para a redução da compra de títulos públicos e a alteração da taxa de juros. Na cena doméstica, investidores ainda analisam a previsão de alta de 7% da Selic já em 2021 com o avanço da inflação. Por volta das 13h20, o dólar registrava queda de 0,43%, cotado a R$ 5,155. O câmbio chegou a bater a máxima de R$ 5,177, enquanto a mínima foi a R$ 5,130. A divisa fechou a véspera praticamente estável, com leve alta de 0,06%, a R$ 5,178. Puxada pelos resultados positivos da temporada de balanços corporativos, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, avançava 1%, aos 125.844 pontos. O pregão desta terça-feira, 27, encerrou com queda de 1,1%, aos 124.612 pontos.

Mercados aguardam pela reunião do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, para debater os juros e a inflação. O presidente da entidade, Jerome Powell, tem repedido que a política de estímulos deve ser mantida com a compra de títulos públicos e as taxas de juros em níveis mínimos. “Veremos se o Powell já dá mais sinais sobre retirada de estímulos, importante estratégia para impulsionar a economia. O que se espera é que, por enquanto, não haja retirada de estímulos, com a taxa de juros se mantendo nos patamares atuais”, afirma Pietra Guerra, analista da Clear Corretora. Na pauta doméstica, os juros também dominam o debate. O mercado financeiro passou a ver a Selic a 7% já no fim de 2021, índice que deve ser mantido até o ano que vem, segundo dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira, 26. A mediana da pesquisa feita pelo Banco Central também indicou piora do cenário da inflação neste ano, com a elevação da expectativa para 6,56%, a 16ª semana seguida de revisão para cima. O Comitê de Política Monetária (Copom) volta a se encontrar no início de agosto para debater o futuro da taxa de juros. A recente alta da inflação medida pela prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) levou analistas a especular avanço de 1 ponto percentual, elevando a Selic para 5,25% ao ano, para evitar a contaminação das perspectivas para 2022.