Dólar recua com alta da prévia do PIB e cenário externo; Bolsa sobe

Dados do Banco Central mostram que a economia cresceu 2,3% no primeiro trimestre; avanço da inflação nos EUA impacta negativamente

  • Por Jovem Pan
  • 13/05/2021 13h28 - Atualizado em 13/05/2021 17h55
PixabayDólar opera sem direção definida com mercados à espera da reunião do Fed

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam no campo positivo nesta quinta-feira, 13, com investidores analisando a alta de 2,3% no primeiro trimestre do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB). No cenário internacional, o pedido de auxílio-desemprego nos Estados Unidos registrou a quarta queda em cinco semanas. Os investidores também seguem analisando o risco de alta dos juros norte-americanos após o avanço da inflação em abril bastante acima do projetado. Por volta das 13h20, o dólar recuava 0,57%, a R$ 5,275, depois de bater máxima de R$ 5,322 e mínima de R$ 5,254. O câmbio encerrou na véspera com alta de 1,58%, cotado a R$ 5,306. O Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, registrava alta de 1,05%, aos 120.967 pontos. O pregão desta quarta-feira, 12, fechou com forte queda de 2,65%, aos 119.710 pontos.

O Banco Central divulgou nesta manhã que o IBC-Br retraiu 1,59% em março, na comparação com fevereiro, interrompendo uma sequência de 10 meses de alta. Apesar do tombo, no acumulado do trimestre, o IBC-Br avançou 2,3%. A queda mensal já era esperada pelos analistas devido ao recrudescimento da pandemia do novo coronavírus e a reedição de medidas de isolamento social. Ainda no cenário doméstico, investidores acompanham os desdobramentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. Nesta quinta-feira, senadores recebem o ex-presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo.

Já na pauta internacional, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que 473 mil pessoas solicitaram o auxílio-desemprego na semana passada, um número abaixo das projeções do mercado e o quarto registro de queda em cinco semanas. Investidores de todo o mundo também seguem analisando a alta de 4,2% da inflação norte-americana (CPI, na sigla em inglês) em abril, na comparação com o mesmo mês de 2020. O valor veio acima da expectativa de 3,6% dos analistas, e representa o maior salto anual desde setembro de 2008. Em relação ao mês anterior, o CPI registrou alta de 0,8%, enquanto as estimativas apontavam para avanço de 0,2%. Os investidores temem pela revisão da política de estímulos, o que poderia impactar no menor crescimento da economia local e a queda na injeção de dólares nos mercados globais.