Dólar volta a R$ 5 com ruídos políticos e cautela internacional; Ibovespa cai

Investidores analisam impactos de denúncia de corrupção para a compra de vacinas e CPI da Covid-19; avanço da variante Delta do novo coronavírus gera temor global

  • Por Jovem Pan
  • 30/06/2021 11h34
Arquivo/Agência BrasilDólar opera em alta e volta ao patamar de R$ 5 com turbulências políticas e temor internacional

Os principais indicadores do mercado financeiro brasileiro operam no campo negativo nesta quarta-feira, 30, com ruídos políticos em Brasília e a cautela internacional pelo avanço da variante Delta do novo coronavírus. Por volta das 11h25, o dólar registrava alta de 0,96%, cotado a R$ 4,989. A moeda norte-americana chegou a bater a máxima de R$ 5,011, enquanto a mínima não passou de R$ 4,953. A divisa fechou a véspera com alta de 0,28%, a R$ 4,942. Apesar do viés de alta, o câmbio caminha para encerrar junho com forte queda, no terceiro mês seguido de valorização do real. Seguindo o clima ameno no exterior, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, operava com recuo de 0,64%, aos 126.507 pontos. O pregão desta terça-feira, 29, encerrou com queda de 0,08%, aos 127.327 pontos.

No cenário doméstico, investidores acompanham os desdobramentos da denúncia de pedido de propina de um servidor do Ministério da Saúde para a aquisição de vacinas contra a Covid-19. Em nota, a pasta afirmou que exonerou o diretor de logística Roberto Dias após a divulgação do caso. Ainda em Brasília, o empresário Carlos Wizard presta depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. O executivo é apontado como integrante de um suposto gabinete paralelo montado para auxiliar o governo federal durante a pandemia do novo coronavírus. O mercado também analisa a manutenção da taxa de desemprego em patamar recorde. Entre o trimestre de fevereiro e abril deste ano, o índice ficou em 14,7%, totalizando 14,8 milhões de brasileiros.

Na pauta internacional, os mercados seguem apreensivos com a disseminação da variante Delta do novo coronavírus em diversas regiões do mundo. O crescimento da nova cepa, possivelmente mais transmissível, gera temor pela volta de medidas de isolamento social e a desaceleração da retomada da economia global. Focos da variante fizeram Sydney, a cidade mais populosa da Austrália, entrar em novo lockdown de duas semanas. Países da Europa, como Portugal e Reino Unido, também estudam o cronograma de reabertura diante do risco de uma nova onda de infecções.