AO VIVO: ‘Jamais fui convidado para participar de qualquer gabinete paralelo’, diz Wizard; siga

Após fala inicial, empresário disse que ficará em silêncio em todas as perguntas; ele está amparado por uma decisão do STF que lhe assegura o direito de não produzir provas contra si mesmo

  • Por Jovem Pan
  • 30/06/2021 09h55 - Atualizado em 30/06/2021 16h27
Reprodução/Instagram/Carlos Wizard MartinsEmpresário vai depor na CPI da Covid-19 nesta quarta-feira

A CPI da Covid-19 ouve, nesta quarta-feira, 30, Carlos Wizard Martins. Apontado como integrante do gabinete paralelo de assessoramento ao presidente Jair Bolsonaro e inserido na lista de 14 pessoas investigadas pela comissão, o empresário seria inicialmente ouvido no dia 17 de junho, mas, mesmo amparado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que lhe deu o direito de não responder perguntas que pudessem incriminá-lo, ele não compareceu. Wizard voltou ao Brasil na segunda-feira, 28, e entregou seu passaporte para a Polícia Federal (PF). Sua convocação atende a um requerimento apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), suplente do colegiado. Para o parlamentar, é essencial “esclarecer os detalhes de um ‘ministério paralelo da saúde’, responsável pelo aconselhamento extraoficial do governo federal com relação às medidas de enfrentamento da pandemia, incluindo a sugestão de utilização de medicamentos sem eficácia comprovada e o apoio a teorias como a da imunidade de rebanho”. Em uma entrevista à revista IstoÉ, o empresário disse que recebeu do então ministro da Saúde Eduardo Pazuello a missão de “forrar” o país com cloroquina e hidroxicloroquina.

Antes do depoimento, porém, os senadores vão analisar 102 requerimentos de convocação e informações, incluídos na pauta pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM). Entre eles está o pedido para que seja ouvido Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da Davati Medical Supply que teria ofertado 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca para o Ministério da Saúde – Aziz quer marcar a oitiva para a sexta-feira, 2. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, ele afirmou que o governo Bolsonaro cobrou propina de US$ 1 por dose de imunizante negociada. Os membros da comissão também podem aprovar a convocação do líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR) e as quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático de Roberto Ferreira Dias, exonerado nesta quarta-feira, 30, do cargo de diretor de logística da pasta. Ele é suspeito de pedir a vantagem indevida à empresa privada. Acompanhe a cobertura ao vivo da Jovem Pan:

16:26 – Sessão encerrada 

Nesta quinta-feira, 1º, senadores vão ouvir o depoimento de Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos. A empresa foi a intermediária da compra da vacina Covaxin. Diante das denúncias de irregularidades, o contrato foi suspenso nesta terça-feira, 29.

16:21 – ‘Silêncio do depoente falou alto e respondeu muitas perguntas’, afirma senadora governista 

Aliada do Palácio do Planalto, a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) afirmou que o silêncio do empresário Carlos Wizard “falou alto e respondeu muitas perguntas”. “O silêncio é um instrumento do dizer”, acrescentou. Ela é a última parlamentar inscrita. Em breve, a sessão será encerrada. Sessão do Senado já começou.

15:32 – ‘Sessão de hoje causou nojo em função do silêncio’, diz Kajuru

O senador Jorge Kajuru (Podemos-GO) disse que o silêncio do empresário Carlos Wizard “causou nojo”. Ele está amparado por uma decisão do ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que garantiu a ele o direito de ficar em silêncio para não produzir provas contra si mesmo – Wizard é um dos 14 investigados pela CPI da Covid-19. “Desprezo é o que ofereço a este senhor que aí está”, acrescentou Kajuru.

15:15 – Pazuello diz que não encontrou ‘irregularidades contratuais’ na compra da Covaxin

Em parecer enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse que que determinou a apuração do suposto esquema de corrupção na compra da Covaxin, mas que a investigação interna não encontrou “irregularidades contratuais” na aquisição do imunizante indiano fabricado pela Bharat Biotech. A manifestação ocorre no âmbito da notícia-crime apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid-19, Fabiano Contarato (Rede-ES) e Jorge Kajuru (Podemos-GO). A manifestação endossa a versão apresentada pelo Palácio do Planalto mas contrasta com recomendação feita pela Controladoria-Geral da União (CGU). Saiba mais na reportagem da Jovem Pan.

14:46 – Aziz reage a ataque de Bolsonaro: ‘Pare de olhar no espelho e falar com ele’ 

O presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), reagiu aos ataques feitos mais cedo pelo presidente Jair Bolsonaro aos integrantes da comissão. Em uma agenda no Mato Grosso do Sul, o chefe do Executivo federal chamou os senadores de bandidos. “Ele não deu nenhum adjetivo ao deputado Luis Miranda, que o acusou de prevaricação. Presidente, pare de olhar no espelho e falar com ele. Quando a gente fala com o espelho, dá nisso”.

14:31 – ‘Aconselhamos que as pessoas desliguem a TV quando Vossa Excelência for falar’, diz relator a governista

Depois de o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) defender enfaticamente medicamentos comprovadamente ineficazes para o tratamento da Covid-19, o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que as pessoas tem sido aconselhadas a desligar a televisão quando Heinze começa a falar. “Na hora que essa CPI estiver funcionando, preferencialmente quando Vossa Excelência for falar, desligue a televisão. Não dá para submeter crianças a esse aconselhamento diário”, disse o emedebista.

14:08 – Depoimento é retomado  

Depois de um breve intervalo, a sessão é retomada. Fala, agora, o senador Jorginho Mello (PL-SC), aliado do governo no Congresso.

13:48 – Sessão é suspensa por 20 minutos

O depoimento de Carlos Wizard será retomado em breve.

13:34 – Randolfe: ‘O seu silêncio acaba ofendendo o silêncio de meio milhão de brasileiros que foram forçados a se calar’

Vice-presidente da CPI da Covid-19, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse que a decisão do empresário Carlos Wizard de permanecer em silêncio na audiência desta quarta-feira, 30, ofende “o silêncio de meio milhão de brasileiros que foram forçados a se calar”.

13:28 – Governista chama CPI de circo e Aziz reage: ‘Vossa Excelência é o maior palhaço que tem aqui’ 

O senador Marcos Rogério (DEM-RO), governista, chamou a CPI da Covid-19 de “circo” e foi repreendido pelo presidente da comissão, Omar Aziz (PSD-AM). “Vossa Excelência é o maior palhaço que tem aqui”, disse. Rogério reclamou da exibição de um vídeo no qual o empresário Carlos Wizard debocha e dá risada da morte de cinco pessoas, infectadas com o coronavírus, que supostamente teriam morrido por “ficar em casa”.

13:25 – Omar Aziz diz que vai recorrer da decisão que garantiu a Wizard o direito de ficar em silêncio

O presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), disse que vai recorrer da decisão do ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que garantiu ao empresário Carlos Wizard o direito de ficar em silêncio para não produzir provas contra si mesmo. A manifestação ocorreu após a exibição de um vídeo no qual Wizard debocha e dá risada da morte de cinco pessoas que supostamente morreram por “ficar em casa”. “Isso não pode ficar impune. Isso não pode ficar impune, em nome das 516 mil vidas”, disse Aziz.

13:04 – Otto brinca com Toron e causa bate-boca 

O senador Otto Alencar (PSD-BA), que presidia momentaneamente a CPI da Covid-19, fez uma brincadeira com o advogado Alberto Toron, que acompanha Carlos Wizard, e causou um bate-boca na sessão. O parlamentar disse que Toron estava “corado” e seu cliente havia “amarelado”. O representante do empresário não gostou e subiu o tom: “Vossa Excelência se referiu a mim de forma jocosa, a me colocar de ridículo”. Depois, afirmou que não tinha compreendido a fala de Alencar, por isso reagiu.

12:27 – Randolfe Rodrigues: ‘Quem cala diante de meio milhão de mortes, consente’

Vice-presidente da CPI da Covid-19, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foi ao Twitter comentar a decisão do empresário Carlos Wizard de ficar em silêncio na sessão desta quarta-feira, 30. “Uma CPI que apura as razões que levaram mais de 500 mil pessoas à morte é uma das raras ocasiões onde o silêncio é a melhor resposta. Quem cala diante de meio milhão de mortes, consente. E consente com o mais cruel dos crimes”, escreveu.

12:21 – ‘Machões da internet ficam caladinhos na CPI’, diz Renan Calheiros

Relator da CPI da Covid-19, o senador Renan Calheiros disse que o depoimento do empresário Carlos Wizard é um bom exemplo para que o Brasil veja que “os machões da internet ficam caladinhos na CPI”.

12:06 – Senadora cita morte de paciente que recorreu à nebulização de cloroquina e pergunta a Wizard: ‘Se arrepende?’ 

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), representante da bancada feminina na CPI da Covid-19, citou a morte de uma paciente, que, infectada com o coronavírus, foi tratada com nebulização de cloroquina, mas morreu, para perguntar a Carlos Wizard se ele se arrependia de ter dito que iria “forrar o país” com medicamentos comprovadamente ineficazes para o tratamento da doença. “O senhor tem noção de que as suas lives, suas falas, impactaram na vida das pessoas? No Amazonas, teve nebulização com cloroquina de pessoas que morreram. O senhor se arrepende?”, questionou. O empresário ficou calado.

11:59 – ‘Não vai vender livro aqui, não’, diz Omar Aziz 

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) perguntou a Carlos Wizard qual é a sua religião – no início de sua fala, o empresário citou trechos bíblicos. Ele disse que permaneceria em silêncio, mas quis fazer propaganda de um livro próprio. Ele foi repreendido pelo presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz: “Não vai vender livro aqui, não”. Suplente da comissão, Rogério Carvalho (PT-SE) acrescentou: “Isso é um escárnio”.

11:55 – ‘Estou satisfeito pelas respostas que não obtive’, diz relator 

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid-19, disse estar satisfeito com as “respostas que não obtive”. O emedebista fez uma série de perguntas, mas Carlos Wizard recorreu ao direito de permanecer em silêncio. Calheiros também afirmou que “lamentavelmente” o governo federal contou com o apoio de empresários para fazer propaganda de remédios comprovadamente ineficazes para o tratamento do coronavírus.

11:37 – ‘Me reservo ao direito de permanecer em silêncio’, repete Wizard 

Amparado pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que assegura a ele o direito de ficar em silêncio, o empresário Carlos Wizard escuta as perguntas feitas pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), e repete uma única frase: “Me reservo ao direito de permanecer em silêncio”.

11:28 – Advogado que acompanha Wizard defende alvos importantes da Operação Lava Jato 

Carlos Wizard está acompanhado do advogado Alberto Zacharias Toron, um dos maiores criminalistas do Brasil. Crítico ferrenho da Lava Jato, Toron representa alvos importantes da operação, como Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, por exemplo. O advogado conseguiu a anulação da sentença do então juiz federal Sergio Moro contra Bendine ao defender que delatados se manifestem após delatores no processo.

11:23 – Wizard diz que permanecerá calado 

Após sua fala inicial, o empresário Carlos Wizard afirma que ficará em silêncio para todas as perguntas. Ele está amparado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que lhe assegura o direito de ficar calado e não produzir provas contra si mesmo.

11:17 – ‘Jamais fui convidado para participar de qualquer gabinete paralelo’

O empresário Carlos Wizard disse que “jamais” foi “convidado, abordado, para participar de qualquer gabinete paralelo”. “Se porventura esse gabinete paralelo existiu, jamais tomei conhecimento ou tenho qualquer informação a esse respeito”, acrescentou. Wizard também afirmou que não tem “influência sobre o pensamento do presidente”.

11:07 – ‘Em momento algum passou pelo meu pensamento a indisposição de prestar meu depoimento’, diz Wizard

Em sua fala inicial, o empresário Carlos Wizard disse que “jamais, em tempo algum, passou pelo meu pensamento, na minha alma, no meu coração, a indisposição de estar presente fazendo meu depoimento”. “Não tenho razão para isso”, acrescentou. Ele afirmou que foi para os Estados Unidos no dia 30 de março para cuidar de seu pai, senhor de idade avançada, e de sua filha, que, segundo ele, enfrenta uma gravidez de risco.

11:01 – CPI determina que Brasília Shopping e restaurante Vasto entreguem imagens do circuito de segurança

Há pouco, os senadores aprovaram pedido para que o Brasília Shopping e o restaurante Vasto entreguem imagens de seus circuitos de segurança. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, nestes locais houve negociata da propina para compra de 400 milhões de doses de vacina da AstraZeneca.

10:51 – Líder do governo será ouvido na próxima quinta-feira 

O presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), marcou para a quinta-feira, 8, o depoimento do líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR). Segundo relatou o deputado Luis Miranda (DEM-DF) aos senadores da comissão, o presidente Jair Bolsonaro teria citado Barros como “dono do rolo” envolvendo a compra da Covaxin. Miranda vai depor novamente na terça-feira, 6. Na quarta-feira, 7, os parlamentar vão ouvir Roberto Ferreira Dias, diretor do Ministério da Saúde exonerado após um representante da Davati Medical Supply afirmar, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que o governo Bolsonaro cobrou propina de US$ 1 por dose de vacina negociada.

10:25 – ‘Chegamos a casos escabrosos de corrupção’, diz Renan Calheiros 

Relator da CPI da Covid-19, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse que a comissão chegou a “casos escabrosos de corrupção”. “As digitais estão todas postas”, acrescentou. O emedebista também se manifestou contra a suspensão dos trabalhos do colegiado em razão do recesso.

10:18 – ‘Governo exonerou diretor do Ministério da Saúde para facilitar apuração da CGU’, diz líder do governo

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado, disse que o diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, foi exonerado do cargo para “facilitar a apuração” que será feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) sobre eventuais irregularidades na compra da Covaxin. Os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) reagiram: “A apuração será feita aqui nesta CPI”.

10:08 – Girão pede convocação de pessoas ligadas ao Consórcio Nordeste e gera bate-boca

O senador governista Eduardo Girão (Podemos-CE) pediu ao presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), que a comissão vote requerimentos de convocação de duas pessoas ligadas ao Consórcio Nordeste. O pedido causou reação de integrantes do colegiado. A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) afirmou que Girão insiste em uma “pauta vencida” – os senadores já rejeitaram a convocação de Carlos Gabas, secretário-executivo do órgão. “Não dá para ouvir calado isso aqui. Estamos diante de uma denúncia nacional, da tentativa de se ter uma propina de aproximadamente 2 bilhões de reais, temos a imprensa do Brasil e de fora do Brasil destacando essa denúncia, a necessidade de prorrogação desta CPI e, com todo respeito ao senador Girão, insiste em uma pauta vencida, com decisão do Supremo Tribunal Federal. Vamos dar seguimento a esta CPI, presidente Omar. Vamos investigar este rombo milionário, essa tentativa de se desviar recurso de uma vacina que era para salvar vidas. Até aqui, 516 mil pessoas morreram. Pelo amor de Deus, não. Não dá para ouvir e ficar calado”, disse.

09:56 – Omar Aziz abre a sessão 

O presidente da CPI da Covid-19, Omar Aziz (PSD-AM), deu início aos trabalhos desta quarta-feira, 30.