Fiesp divulga manifesto em defesa da harmonia entre os Poderes: ‘Anseio da nação’

Entidade afirma que momento atual do país exige ‘aproximação e cooperação entre Legislativo, Executivo e Judiciário’, com atuação ‘nos limites de suas competências’

  • Por Jovem Pan
  • 10/09/2021 09h40
Nilton Fukuda/Estadão ConteúdoIntitulado como "A Praça é dos Três Poderes", o texto é assinado por 247 associações, federações e sindicatos

Depois de um recuo e de desentendimentos envolvendo entidades, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nesta sexta-feira, 10, um manifesto em defesa da democracia no Brasil. Intitulado como “A Praça é dos Três Poderes”, o texto é assinado por 247 associações, federações e sindicatos e defende, entre outras coisas, que a independência e harmonia entre Executivo, Legislativo e o Judiciário é a “essência da República”. Usando a arquitetura da Praça dos Três Poderes, em Brasília, como exemplo, o documento afirma que o espaço “deixa claro que nenhum dos prédios é superior em importância, nenhum invade o limite dos outros, um não pode prescindir dos demais”. “Em resumo, a harmonia entre eles tem de ser a regra. Esse princípio está presente de forma clara na Constituição Federal, pilar do ordenamento jurídico do país”, diz o manifesto.

As entidades afirmam ainda que veem com “grande preocupação a escalada da tensão entre as autoridades públicas” e destaca que o momento atual, ainda de enfrentamento à pandemia no Brasil, exige “serenidade, diálogo, pacificação política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações e medidas urgentes e necessárias” para o Brasil. O manifesto também ressalta que a mensagem não é específica para nenhum dos Poderes, mas “a todos simultaneamente, porque a responsabilidade é conjunta”. “Mais do que nunca, o momento exige aproximação e cooperação entre Legislativo, Executivo e Judiciário. É preciso que cada um atue com responsabilidade nos limites de sua competência, obedecidos os preceitos estabelecidos em nossa Carta Magna. Esse é o anseio da nação brasileira”, finaliza a carta.