G7 articula estratégias para conter aumento do preço do petróleo por guerra na Ucrânia

Bloco das sete nações mais desenvolvidas do planeta quer aliviar alta do combustível impondo restrições à Rússia

  • Por Jovem Pan
  • 27/06/2022 13h45 - Atualizado em 27/06/2022 13h46
BENOIT TESSIER/AFP O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, o presidente da França, Emmanuel Macron, o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, o presidente dos EUA, Joe Biden, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Boris Johnson, o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, posam para uma foto de família durante a Cúpula do G7 realizada no Castelo de Elmau, sul da Alemanha, O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, o presidente da França, Emmanuel Macron, o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, o presidente dos EUA, Joe Biden, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Boris Johnson, o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, posam para uma foto durante a Cúpula do G7 realizada no Castelo de Elmau, sul da Alemanha

A cúpula do G7, que se reúne em Elmau, na Alemanha, até terça-feira, 28, articula estratégias e propostas para conter a alta do preço do petróleo internacionalmente, causada pela guerra na Ucrânia. Em meio a pressões do presidente ucranianoVolodymyr Zelensky, o grupo está em vias de promover um acordo para colocar um preço limite nas exportações de petróleo da Rússia para países fora dos Estados Unidos, da União Europeia (UE) e do próprio bloco das sete nações mais desenvolvidas do planeta. A ideia é derrubar o preço do produto russo internacionalmente para frear a principal fonte de receita do governo do presidente Vladimir Putin.

De acordo com agências de notícias internacionais, um funcionário da Casa Branca confirmou que “estamos perto de que os líderes do G7 decidam pedir urgentemente aos ministros envolvidos a desenvolver mecanismos para estabelecer um preço máximo global aos carregamentos de petróleo russo para países fora dos EUA, UE, Reino Unido e mais além do G7”. Vale ressaltar que EUA, UE, Canadá e Reino Unido já aplicaram embargos ao petróleo da Rússia de maneira isolada e, agora, buscam fazê-lo de maneira coletiva, junto com outras potências em um “mecanismo para impor um teto a nível mundial ao preço do petróleo russo”.

O G7 também pretenderia restringir o acesso de Moscou a serviços que permitem a exploração de petróleo em outras partes do mundo. Tal restrição diz respeito ao transporte por navios e aos contratos de seguro sobre as cargas de petróleo. A junção destas medidas pretende aliviar o impacto do aumento vertiginoso do preço da gasolina nas economias do grupo, que é composto por Estados Unidos, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Japão. Além deste acordo para sufocar o petróleo russo, a França defendeu, nesta segunda-feira, 27, a “diversificação das fontes de abastecimento de petróleo” no mercado. A ideia do país europeu é pedir para que Irã e Venezuela aumentem sua produção de petróleo “excepcionalmente” para conter o aumento dos preços. Entretanto, ambos os países estão sujeitos a sanções dos Estados Unidos, o que dificultaria o plano.

Ainda assim, a presidência francesa defendeu que “os países produtores bombeiem mais” e ponderou que “as negociações do [programa] nuclear iraniano estão encerradas no que diz respeito ao [âmbito] nuclear, mas não no que diz respeito à relação entre o Irã e os Estados Unidos em uma questão específica, as sanções dos EUA relacionadas ao terrorismo”. Ou seja, o país considerou que esta é uma questão a ser resolvida para que o petróleo iraniano possa ser novamente comercializado internacionalmente. Além disso, foi informado que Emmanuel Macron está “em contato” com o novo presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed, e com o príncipe herdeiro saudita, Mohamed bin Salman. A França também se colocou favorável à proposta americana de limitar o preço do petróleo (“price cap”), mas considera que o mesmo deve ser feito com o gás e com todos os intervenientes do mercado. “O princípio de ‘price cap’ é aceitável, podemos apoiá-lo, mas sua aplicação é bastante incerta. Tem que ser o mais amplo possível”, entende o país, que pede “discussões profundas” a respeito do tema.