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Macroeconomia

Galípolo afirma que falas de Haddad e Ceron sobre Selic são um ‘luxo, gentis, delicadas e educadas’

Ministro da Fazenda disse considerar que não é 'justificável' a taxa estar em 15%, mas poupou o presidente do Banco Central de críticas; o secretário do Tesouro Nacional elogiou o trabalho do BC

Nátaly Tenório

BRASILIA, SABATINA DE GABRIEL GALIPOLO NO SENADO
BRASILIA, SABATINA DE GABRIEL GALIPOLO NO SENADO MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta quinta-feira (25), considerar um “luxo” as declarações recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o andamento da política monetária. Ex-secretário-executivo da Fazenda na gestão do atual ministro, ele elogiou as falas do ministro.

“Eu, pessoalmente, acho um luxo você ter o ministro da Fazenda e o secretário do Tesouro Rogério Ceron fazendo comentário sobre a política monetária com a delicadeza que eles fizeram, com a gentileza que eles fizeram e com a educação que eles fizeram”, disse Galípolo, quando indagado sobre o tema na entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM).

Na terça-feira, logo após a publicação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), Haddad disse considerar que não é “justificável” a taxa Selic estar em 15%. O ministro afirmou que os juros deveriam cair, mas poupou Galípolo de críticas, afirmando que ele assumiu o BC em um momento de “crise”. Na quarta-feira, Ceron disse que a taxa Selic elevada “machuca” e “não é saudável”, mas elogiou o trabalho do BC.

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Galípolo acrescentou que a autonomia do BC não significa eliminar as críticas ou discordâncias com a autoridade monetária “Nós mesmos perguntamos sempre para os economistas que respondem o Focus o que eles acham que o BC fará e o que deve ser feito, e é absolutamente legítimo que o ministro da Fazenda também o faça”, ele afirmou.

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*Com informações do Estadão Conteúdo

Publicado por Nátaly Tenório