Governo deve arrecadar R$ 11 bilhões com alta de imposto sobre gasolina e diesel

  • Por Estadão Conteúdo
  • 20/07/2017 12h00
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Análise de custo-benefício: a regra dos 70% no verão A regra padrão para decidir entre gasolina e etanol é simples: se o preço do litro do etanol custar até 70% do preço do litro da gasolina, o álcool é financeiramente mais vantajoso. Este cálculo se baseia na diferença de poder calorífico entre os dois. Contudo, o fator de evaporação no calor intenso pode alterar essa matemática. Como o etanol evapora mais facilmente, parte do combustível que você coloca no tanque é perdida antes de ser utilizada. Essa perda não é contabilizada na bomba de combustível nem no computador de bordo. Portanto, para uma análise mais precisa no verão, pode ser prudente ajustar o cálculo. Gasolina Prós: Maior rendimento por litro e menor perda por evaporação em altas temperaturas. Contras: Preço por litro mais elevado. Etanol Prós: Preço por litro mais baixo e potencial de melhor performance devido à refrigeração da admissão. Contras: Maior consumo e perdas significativas por evaporação no calor, que reduzem o rendimento real. Considerando as perdas por evaporação, a paridade de 70% pode não ser suficiente para garantir a vantagem do etanol no calor extremo. Uma margem de segurança, utilizando um fator de 65% a 68%, pode oferecer um reflexo mais fiel do custo-benefício real durante os meses mais quentes do ano. Para a maioria dos motoristas focados em máxima autonomia e previsibilidade de custos, a gasolina tende a ser a escolha mais racional durante o calor intenso. As perdas por evaporação do etanol podem anular a economia obtida na bomba. Já para quem busca extrair a máxima performance do motor e não se preocupa tanto com pequenas variações de consumo, o etanol pode continuar sendo uma opção interessante, especialmente se seu preço estiver bem abaixo do limite de 70% em relação à gasolina. A decisão final deve ponderar o preço na bomba, seu estilo de condução e as prioridades de uso do veículo. Etanol Para cumprir a meta fiscal de déficit de R$ 139 bilhões, o governo já bloqueou parte do Orçamento, o que provocou reclamações de vários órgãos e ministérios com a justificativa de que a restrição orçamentária está afetando os serviços públicos

O aumento de PIS/Cofins sobre gasolina e diesel deve garantir cerca de R$ 11 bilhões ao caixa do governo em 2017, segundo apurou o Estadão/Broadcast. O governo ainda está fazendo as contas para apresentar o relatório bimestral de receitas e despesas do Orçamento.

Segundo apurou a reportagem, não está descartada até o momento a possibilidade de um novo corte no Orçamento. É isso que o governo está tentando evitar no desenho que está feito para o envio do documento ao Congresso Nacional.

Para cumprir a meta fiscal de déficit de R$ 139 bilhões, o governo já bloqueou parte do Orçamento, o que provocou reclamações de vários órgãos e ministérios com a justificativa de que a restrição orçamentária está afetando os serviços públicos.

Depois de liberar uma pequena parte desse valor, o corte em vigor passou a ser de R$ 39 bilhões. Há possibilidade de aumentar o bloqueio, o que dificultará ainda mais o funcionamento da máquina pública.

O discurso do Planalto, quando anunciar o aumento dos tributos, será de que vai trabalhar até o fim do ano para liberar o forte contingenciamento. Uma edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU) com a alta dos tributos deve ser publicada ainda nesta quinta-feira, 20.

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