Guedes descarta privatização da Petrobras ‘ao menos neste primeiro governo’

Ministro da Economia destaca, no entanto, que sugeriu a Bolsonaro que a empresa fosse negociada no Novo Mercado da Bolsa de Valores de SP

  • Por Jovem Pan
  • 07/12/2021 19h36
MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDOGuedes demonstra otimismo em privatizar Eletrobras e Correios

O ministro da economia, Paulo Guedes, comentou sobre a possibilidade de privatização da Petrobras durante participação em evento promovido pelo Eurasia Group. Se o ministro está otimista com as vendas de Eletrobras e Correios em 2022, como manifestou no mesmo evento, a situação não é a mesma para a estatal produtora de petróleo. “Sobre a privatização da Petrobras, todo mundo sabe que eu defendo a privatização de todas as companhias.  Mas a Petrobras não está na lista para esse primeiro governo”, resumiu Guedes, citando que a situação seria uma ordem do presidente Jair Bolsonaro (PL). O ministro também disse que, no caso de Bolsonaro ser reeleito, os rumos na economia permaneceriam os mesmos e os dois continuariam abrindo a economia do Brasil.

O ministro destacou, entretanto, que defende que a Petrobras fosse para o Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo, modelo de negociação que unifica os papéis e exige maior governança. Hoje, as ações da Petrobras são divididas em ordinárias (com direito a voto e maioria do governo) e preferenciais (sem direito a voto e com 30% do governo). Segundo Guedes, ele sugeriu isso ao presidente, com o argumento de que o valor da empresa subiria substancialmente; 75% dos recursos obtidos assim seriam usados para abater dívidas e o resto seria distribuído para os brasileiros mais pobres. “O ciclo das grandes estatais acabou”, disse o titular da pasta da economia, para quem a população apoia as privatizações e esse tema estará presente na eleição de 2022.