Guedes rebate críticas de Marinho: ‘Despreparado, desleal e fura-teto’
O ministro da Economia, Paulo Guedes, reagiu às críticas do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, sobre a proposta da equipe econômica de utilizar os precatórios, como são chamados os títulos de dívidas públicas, para financiar o programa social Renda Cidadã, que substituirá o Bolsa Família. Ao ser questionado sobre a declaração do companheiro de governo, Guedes disse não acreditar que Marinho tenha falado mal dele. “Eu não acredito que ele tenha mal de mim. Se ele tá falando mal, tem três coisas. É despreparado, é desleal e é um fura-teto. Está confirmando que é fura-teto. Então espero que não tenha falado nada de mal”, disse ao chegar ao Ministério da Economia, na tarde desta sexta-feira, 2.
Rogério Marinho participou, na manhã desta sexta, de uma reunião fechada com investidores, em São Paulo. Segundo relatos, o ministro do Desenvolvimento Regional afirmou que o Renda Cidadã “sai por bem ou por mal” e que “a dor pode ser furar o teto [de gastos] mesmo”. Ao longo desta semana, a proposta de utilizar recursos da receita de corrente líquida para o pagamento de precatórios da União e de até 5% da ampliação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), foi criticada por lideranças parlamentares. Integrantes do governo também afirmaram, reiteradamente, que não irão desrespeitar o teto de gastos, que limita o gasto público.
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Diante da repercussão, o Ministério do Desenvolvimento Regional divulgou, na tarde desta sexta, uma nota, na qual afirma que as informações sobre a reunião chegaram à imprensa “de maneira distorcida” e que não houve “desqualificações ou adjetivações de qualquer natureza contra agentes públicos”. “A reunião teve o intuito de reforçar o compromisso do governo com a austeridade nos gastos e a política fiscal. Em sua fala, Rogério Marinho destacou que o governo reconhece a necessidade de construção de uma solução para as famílias que hoje dependem da auxílio emergencial e que essa solução será resultado de um amplo debate com o parlamento, em respeito à sociedade e às âncoras fiscais que regem a atuação do governo”, diz a nota. Em outro trecho, a pasta ressalta que “não foram feitas desqualificações ou adjetivações de qualquer natureza contra agentes públicos, nem tampouco às propostas já apresentadas. Quem dissemina informações falsas como essas tem claro interesse em especular no mercado, gerando instabilidade e apostando contra o Brasil”.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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