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Macroeconomia

Haddad elogia decisão de Moraes sobre o IOF e ressalta necessidade de clareza no papel de cada Poder

Ministro da Fazenda afirmou que delimitação do papel faz com que 'mais tranquilamente um presidente vai poder governar'

Sarah Américo

Fernando Haddad
Governo anuncia 2º leilão do Eco Invest para recuperar 1 milhão de hectares de áreas degradadas NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que é ótimo para o país a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que busca delimitar constitucionalmente o papel de cada Poder – Executivo e Legislativo. “Quanto mais clareza tivermos sobre as competências constitucionais de cada Poder, mais tranquilamente um presidente vai poder governar, obviamente que subordinado às leis do país”, disse, e garantiu que o governo vai demonstrar que não houve um aumento linear do IOF. “Corrigimos o que nos parecia equivocado do ponto de vista da sonegação. As pessoas que estavam usando as operações financeiras de maneira indevida foram bloqueadas pelo decreto”, afirmou.

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O STF suspendeu, por meio de medida cautelar do ministro Alexandre de Moraes, os efeitos de decretos da Presidência da República e do Congresso Nacional que tratam do IOF, dizendo que “após a realização da audiência de conciliação, será analisada a necessidade de manutenção da medida concedida”. O imbróglio do IOF começou no fim de maio quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou o decreto que aumentava o IOF para operações de crédito, de seguros e de câmbio. A maioria dos parlamentares, entretanto, não concordou com a elevação das alíquotas e tem cobrado o corte de despesas primárias. Em junho, o governo reverteu parte das elevações do IOF, mas editou uma medida provisória (MP) que aumenta outros tributos, e a derrubada do decreto foi pautada por Motta e aprovada na Câmara e posteriormente no Senado Federal.

O ministro Alexandre de Moraes foi escolhido relator da ADC protocolada pela AGU para reconhecer a validade do decreto editado pelo presidente, e vai comandar o caso porque já atua como relator de dois processos que tratam do assunto. As ações foram protocoladas pelo PL e pelo PSOL. Não há data para decisão do ministro.

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*Com informações da Agência Brasil
Publicado por Sarah Paula