Ibovespa fecha o dia com queda de 1,07%, aos 117 mil pontos; dólar vai a R$5,27

Desde o fechamento da última sexta-feira, quando subiu 0,41%, a 121.193,75 pontos, o índice da B3 emendou duas quedas que pulverizaram cerca de 3,3 mil pontos

  • Por Jovem Pan
  • 17/08/2021 18h34 - Atualizado em 17/08/2021 19h16
Pixabay Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, avançou mais de 0,50% mesmo com feriado nos EUA Bolsa registrou duas quedas seguidas nesta semana

Vindo de perda de 1,66% no dia anterior, o Ibovespa estendeu o movimento corretivo nesta terça-feira, 17, mas conseguiu aparar o ajuste à medida que se aproximava do fechamento, em baixa de 1,07%, aos 117.903,81 pontos, no menor nível de encerramento desde 4 de maio, então a 117.712,00 pontos, após ter chegado a estar a caminho do menor patamar desde o começo de abril. Ao longo da sessão, renovou mínimas intradia que o levaram dos menores patamares de maio aos do início de abril, aproximando-o de março, mês em que iniciou recuperação que se estenderia ao fim de junho, após perdas acumuladas em janeiro e fevereiro. As perdas em agosto, de 3,20%, já se aproximam das computadas em julho (-3,94%) e, no ano, o Ibovespa passa a terreno negativo, em baixa de 0,94% em 2021. Desde o fechamento da última sexta-feira, quando subiu 0,41%, a 121.193,75 pontos, o índice da B3 emendou duas quedas que pulverizaram cerca de 3,3 mil pontos – na mínima desta terça, a retração encostava em 5 mil pontos.

Depois de muitas idas e vindas, o dólar terminou o pregão desta terça-feira em queda no mercado doméstico, descolado do movimento global de fortalecimento da moeda norte-americana, em dia marcado por forte aversão ao risco no exterior por causa do avanço da variante Delta do coronavírus. Depois de cair pela manhã, com fluxo de recursos de exportadores e operações de arbitragem (segundo operadores), além de movimentos pontuais de realização de lucros, o dólar passou a subir no início da tarde, espelhando a aversão externa ao risco que respingava nos ativos locais. O alívio veio apenas no fim da tarde, com a fala de Campos Neto mostrando a disposição do BC em apertar a política monetária na magnitude necessária para ancorar as expectativas de inflação. Com mínima a R$ 5,2371 e máxima a R$ 5,3036, o dólar à vista fechou o dia em queda de 0,20%, a R$ 5,2701. Apesar do respiro nesta terça, a moeda norte-americana ainda sobe 0,48% na semana e acumula valorização de 1,16% no mês.

*Com informações do Estadão Conteúdo