Meirelles exalta reforma tributária em conversa com investidores no Japão: ‘Simplificação enorme’

  • Por Jovem Pan
  • 18/09/2019 19h32
Renato Cerqueira/Estadão ConteúdoHenrique Meirelles defende que governo do Estado unifique ICMS e ISS com IBS

O secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles, afirmou em entrevista à Jovem Pan que a proposta de reforma tributária tem sido vista de maneira positiva pelos investidores japoneses. Meirelles está em viagem ao Japão acompanhando o governador do estado, João Doria, e outros membros do governo em busca de mais investimentos.

“Os empresários e as empresas japonesas ficaram muito impressionados com esse fato, afinal é algo que há décadas vem sendo tentado e que agora será resolvido de maneira que acharam muito positiva. A reforma simplifica um dos maiores problemas que temos hoje em se produzir e fazer negócios no país. É uma simplificação enorme”, disse.

De acordo com Meirelles, a reforma tributária será discutida mais amplamente em uma reunião nesta sexta-feira (20), último dia da visita do governo na Federação das Indústrias do Japão, e tem como público-alvo empresas já instaladas no estado que desejam ampliar investimentos e também empresas que queiram ingressar no mercado paulista.

Para ele, a percepção dos empresários com a reforma muda e isso pode trazer ainda mais investimentos não apenas para São Paulo, mas para todo o Brasil. “A reforma será algo que vai facilitar muito o investimento no país e as empresas japonesas estão bastante comprometidas a aumentar seus investimentos”, garantiu.

A proposta que tramita no Senado é relatada por Rodrigo Rocha (PSDB-MA) e foi apresentada nesta quarta (18) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Um dos pontos principais sugere reunir nove impostos em apenas um, que será o Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS) e terá as características do imposto sobre valor adicionado (IVA).

Nessa proposta, o senador deixou de fora do texto a cobrança de um imposto sobre movimentação financeira, nos moldes da extinta CPMF. Além disso, Rocha também desistiu de propor uma redução no imposto sobre a folha de salários.

Na última semana, Meirelles e outros representantes do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) também entregaram no Senado o que julgam ser um aprimoramento das propostas já existentes sobre o tema.

*Reportagem de Daniel Liam