PIB brasileiro cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026, diz IBGE

Setor agropecuário liderou a alta com expansão de 2%, seguido pela indústria e serviços; no acumulado de 12 meses, a economia registra avanço de 2%

  • Por Nícolas Robert
  • 29/05/2026 09h25 - Atualizado em 29/05/2026 09h26
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EVARISTO SA / AFP Plantas de café são irrigadas na fazenda experimental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), em Brasília Plantas de café são irrigadas na fazenda experimental da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), em Brasília

A economia brasileira registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação aos últimos três meses de 2025, na série com ajuste sazonal. Em valores correntes, o Produto Interno Bruto (PIB) totalizou R$ 3,3 trilhões no período. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o indicador apresentou alta de 1,8%.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pela ótica da produção, o desempenho foi impulsionado pela agropecuária, que cresceu 2,0%. O setor industrial avançou 1,0%, enquanto os serviços registraram alta de 0,5%. Dentro da indústria, os destaques foram:

  • Extração mineral (3,6%);
  • Construção (2,9%);

Já no setor de serviços, o segmento de informação e comunicação teve a maior elevação, com 2,4%.

O PIB acumulado nos quatro trimestres encerrados em março de 2026 teve alta de 2,0% em relação ao período anterior. Nesse recorte, a agropecuária acumula o maior avanço (7,5%), seguida pelos serviços (1,8%) e pela indústria (1,3%).

Consumo no Brasil

A despesa de consumo das famílias cresceu 1,0% no trimestre, e o consumo do governo subiu 0,4%. A Formação Bruta de Capital Fixo, que mede os investimentos, apresentou expansão de 3,5% em relação ao quarto trimestre de 2025. No entanto, a taxa de investimento fechou o período em 16,5% do PIB, patamar inferior aos 17,6% registrados no mesmo intervalo do ano anterior.

No setor externo, as exportações de bens e serviços recuaram 1,7%, enquanto as importações subiram 4,4% na comparação trimestral.

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