Preço do combustível cai pela quarta semana consecutiva, aponta ANP

Etanol ficou mais competitivo em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal; nos restante dos Estados, continua mais vantajoso abastecer o carro com gasolina

  • Por Jovem Pan
  • 04/08/2023 23h08
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Análise de custo-benefício: a regra dos 70% no verão A regra padrão para decidir entre gasolina e etanol é simples: se o preço do litro do etanol custar até 70% do preço do litro da gasolina, o álcool é financeiramente mais vantajoso. Este cálculo se baseia na diferença de poder calorífico entre os dois. Contudo, o fator de evaporação no calor intenso pode alterar essa matemática. Como o etanol evapora mais facilmente, parte do combustível que você coloca no tanque é perdida antes de ser utilizada. Essa perda não é contabilizada na bomba de combustível nem no computador de bordo. Portanto, para uma análise mais precisa no verão, pode ser prudente ajustar o cálculo. Gasolina Prós: Maior rendimento por litro e menor perda por evaporação em altas temperaturas. Contras: Preço por litro mais elevado. Etanol Prós: Preço por litro mais baixo e potencial de melhor performance devido à refrigeração da admissão. Contras: Maior consumo e perdas significativas por evaporação no calor, que reduzem o rendimento real. Considerando as perdas por evaporação, a paridade de 70% pode não ser suficiente para garantir a vantagem do etanol no calor extremo. Uma margem de segurança, utilizando um fator de 65% a 68%, pode oferecer um reflexo mais fiel do custo-benefício real durante os meses mais quentes do ano. Para a maioria dos motoristas focados em máxima autonomia e previsibilidade de custos, a gasolina tende a ser a escolha mais racional durante o calor intenso. As perdas por evaporação do etanol podem anular a economia obtida na bomba. Já para quem busca extrair a máxima performance do motor e não se preocupa tanto com pequenas variações de consumo, o etanol pode continuar sendo uma opção interessante, especialmente se seu preço estiver bem abaixo do limite de 70% em relação à gasolina. A decisão final deve ponderar o preço na bomba, seu estilo de condução e as prioridades de uso do veículo. Etanol Gasolina teve uma queda de 0,54% frente aos R$ 5,55 em comparação à semana anterior

Os preços médios do combustível caiu pela quarta semana consecutiva. A gasolina teve uma queda de 0,54% em comparação aos R$ 5,55 da semana anterior, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O preço máximo encontrado deste combustível nos postos foi de R$ 7,30. Já o preço médio do etanol caiu 1,63%, indo de R$ 3,68 para R$ 3,62 o litro. Em São Paulo — principal Estado produtor, consumidor do etanol e com mais postos avaliados —, a cotação média caiu 2% na semana, variando de R$ 3,50 para R$ 3,43. A maior queda, de 2,86%, foi registrada no Rio de Janeiro, onde o litro passou de R$ 4,20 para R$ 4,08 na semana. A maior alta percentual ocorreu no Amapá, onde o litro do etanol, que custava em média R$ 5,38, passou a custar R$ 5,69 (+5,76%).

Etanol x gasolina

O etanol ficou mais competitivo em relação à gasolina em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal na semana entre 30 de julho e 5 de agosto. No restante dos Estados, continua mais vantajoso abastecer o carro com gasolina. Conforme levantamento da ANP, no período, na média dos postos pesquisados no país, o etanol está com paridade de 65,58% ante a gasolina, portanto favorável em comparação com o derivado do petróleo. A paridade estava em 60,11% em Mato Grosso, 69,36% em Mato Grosso do Sul, 64,47% em São Paulo, 64,01% em Goiás, 67,62% em Minas Gerais e 68,45% no DF. Executivos do setor observam que o etanol pode ser competitivo mesmo com paridade maior do que 70%, a depender do veículo em que o biocombustível é utilizado.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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