Preço médio da gasolina sobe após quatro semanas de queda

Segundo levantamento da ANP, combustível é vendido a R$ 5,53 nos postos; diesel chega a R$ 5,00 e etanol cai pela quinta semana consecutiva

  • Por Jovem Pan
  • 11/08/2023 21h59 - Atualizado em 11/08/2023 22h00
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Análise de custo-benefício: a regra dos 70% no verão A regra padrão para decidir entre gasolina e etanol é simples: se o preço do litro do etanol custar até 70% do preço do litro da gasolina, o álcool é financeiramente mais vantajoso. Este cálculo se baseia na diferença de poder calorífico entre os dois. Contudo, o fator de evaporação no calor intenso pode alterar essa matemática. Como o etanol evapora mais facilmente, parte do combustível que você coloca no tanque é perdida antes de ser utilizada. Essa perda não é contabilizada na bomba de combustível nem no computador de bordo. Portanto, para uma análise mais precisa no verão, pode ser prudente ajustar o cálculo. Gasolina Prós: Maior rendimento por litro e menor perda por evaporação em altas temperaturas. Contras: Preço por litro mais elevado. Etanol Prós: Preço por litro mais baixo e potencial de melhor performance devido à refrigeração da admissão. Contras: Maior consumo e perdas significativas por evaporação no calor, que reduzem o rendimento real. Considerando as perdas por evaporação, a paridade de 70% pode não ser suficiente para garantir a vantagem do etanol no calor extremo. Uma margem de segurança, utilizando um fator de 65% a 68%, pode oferecer um reflexo mais fiel do custo-benefício real durante os meses mais quentes do ano. Para a maioria dos motoristas focados em máxima autonomia e previsibilidade de custos, a gasolina tende a ser a escolha mais racional durante o calor intenso. As perdas por evaporação do etanol podem anular a economia obtida na bomba. Já para quem busca extrair a máxima performance do motor e não se preocupa tanto com pequenas variações de consumo, o etanol pode continuar sendo uma opção interessante, especialmente se seu preço estiver bem abaixo do limite de 70% em relação à gasolina. A decisão final deve ponderar o preço na bomba, seu estilo de condução e as prioridades de uso do veículo. Etanol Preço da gasolina aumentou 0,18% na última semana, aponta ANP

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) registrou um aumento no valor da gasolina após quatro semanas de queda. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira, 11, o combustível foi vendido a R$ 5,53 nos postos, na semana entre os dias 6 e 12 de agosto. O aumento foi de 0,18%. Na semana anterior, a gasolina era vendida por R$ 5,52, de acordo com os dados da agência. O valor mais registrado pela agência foi de R$ 7,30. De acordo com a pesquisa, o diesel engatou a segunda alta consecutiva. Em média, o litro do combustível é vendido a R$ 5,00. O preço registrado na pesquisa anterior era de R$ 4,94, o que representa uma elevação de 1,21%. O valor mais alta verificado pela ANP foi de R$ 7,19. Por outro lado, o etanol recuou 0,83% na última semana. Foi a quinta queda consecutiva. Segundo o levantamento da ANP, o preço médio do etanol foi de R$ 3,59. Na semana anterior, o valor registrado foi de R$ 3,62. O valor mais caro registrado na última semana foi de R$ 7,19.

No dia 30 de junho, a Petrobras anunciou a redução no preço da gasolina para as distribuidoras. A medida passou a valer um dia após o anúncio. O litro do combustível de R$ 2,65 para R$ 2,52, uma queda de aproximadamente R$ 0,14 o litro, ou 5,3%. Na semana passada, o presidente da estatal, Jean Paul Prates garantiu que a nova política comercial de preços da companhia não afetou o lucro da empresa no segundo trimestre deste ano. A empresa arrecadou R$ 28,8 bilhões, o que representa uma queda de 25% em relação ao primeiro trimestre de 2023. O valor também é 47% inferior ao observado no mesmo período de 2022. “Esses excelentes resultados do refino foram obtidos com mais eficiência e menos emissões de gases de efeito estufa. Em junho, por exemplo, foi registrada a melhor marca de intensidade emissão de gases de efeito estufa desde 2019. O mercado vem reconhecendo a solidez financeira e operacional sempre da Petrobras. Recentemente, a agência de classificação de risco Fitch elevou nossa nota de crédito, acompanhando a do Brasil. Isso mostra que a Petrobras está sendo percebida cada vez mais como um investimento seguro e rentável”.

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