Prévia da inflação perde fôlego em janeiro, mas se mantém acima de 10% em 12 meses

IPCA-15 desacelera para 0,58% com queda no preço da gasolina e das passagens aéreas; alimentos sobem 1%

  • Por Jovem Pan
  • 26/01/2022 11h44
EDUARDO MATYSIAK/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Mulher segura cesta em supermercado enquanto olha para prateleira Variação dos alimentos liderou alta da prévia do IPCA em março

A prévia da inflação brasileira desacelerou no início de 2022, mas ainda se mantém acima de 10% no acumulado em 12 meses, conforme os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgados nesta quarta-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em janeiro, o indicador desacelerou para 0,58%, ante alta de 0,78% no mês anterior. O resultado faz o IPCA-15 acumular alta de 10,2% em 12 meses, abaixo dos 10,42% registrados no mesmo período em dezembro de 2021. Em janeiro do ano passado, o indicador foi a 0,78%.

No acumulado de 12 meses, o indicador está bastante acima da meta de 3,5% perseguida pelo Banco Central (BC) em 2022, com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. O mercado financeiro estima que a inflação encerre o ano a 5,15%, segundo previsões do Boletim Focus divulgadas nesta segunda-feira, 24. Caso se confirme, será o segundo ano consecutivo que a variação de preços fica acima do teto estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O IPCA foi a 10,06% em 2021, o maior registro em 6 anos.

A desaceleração foi puxada pelo recuo de 0,41% do setor de transportes, o maior vilão da inflação em 2021, principalmente pela queda de 1,78% do preço da gasolina e 18,21% das passagens aéreas. Na outra ponta, todos os outros oito grupos pesquisados pelo IBGE tiveram alta em janeiro. O destaque ficou com o segmento de alimentação e bebidas com alta de 0,97%. O grupo de saúde e cuidados pessoais subiu 0,93%, enquanto habitação teve alta de 0,62%. Neste segmento, o aluguel residencial teve o maior impacto, com avanço de 1,55%. Maior variação no IPCA-15 de janeiro, vestuário subiu 1,48%, com alta em todos os itens. Já nos artigos de residência subiram 1,4%. Os demais grupos ficaram entre 0,25% de educação e 1,09% de comunicação.