Produção industrial brasileira cresce 0,3% em maio, aponta IBGE

No acumulado de 12 meses, contudo, há queda de 1,9%; segundo o órgão oficial, 19 de 26 atividades apresentaram avanço em relação a abril

  • Por Jovem Pan
  • 05/07/2022 11h58 - Atualizado em 05/07/2022 12h00
José Fernando Ogura /AEN-Paraná Baixa no setor de veículos foi o principal motivo para recuo na produção industrial brasileira em fevereiro Setor de veículos automotores foi um dos que puxou o aumento total

A produção industrial do Brasil teve um crescimento de 0,3% em maio na comparação com abril, informou nesta terça, 5, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa o quarto mês seguido de expansão, mas ainda não é suficiente para recuperar perdas recentes – no acumulado de 12 meses, o nível de atividade das indústrias apresenta queda de 1,9%. Em relação a maio de 2021, a produção foi 0,5% maior. O resultado ficou abaixo das projeções de economistas do mercado financeiro. As expectativas eram de alta de 0,7% na comparação mensal, conforme a ‘agência Reuters’. O setor industrial ainda se encontra 1,1% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,6% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

O resultado positivo foi verificado em 19 das 26 atividades industriais. As principais responsáveis por puxar a subida foram as de máquinas e equipamentos (7,5%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (3,7%), com ambas voltando a crescer após recuarem no mês anterior: -3,1% e -4,6%, respectivamente. Outras contribuições positivas relevantes sobre o total da indústria vieram de produtos alimentícios (1,3%), de couro, artigos para viagem e calçados (9,4%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (5,5%), de outros equipamentos de transporte (10,3%), de produtos diversos (9,0%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (7,5%) e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (3,6%). Por outro lado, entre as sete atividades com quedas na produção, indústrias extrativas (-5,6%) e outros produtos químicos (-8,0%) exerceram os principais impactos em maio de 2022, com ambas eliminando parte do ganho acumulado no período fevereiro-abril de 2022: 6,4% e 12,0%, respectivamente, apontou o IBGE.