‘Relação do Brasil com os 22 países da Liga Árabe ganha sentido estratégico’, afirma Mourão

Vice-presidente do Brasil discursou no Fórum Econômico Brasil e Países Árabes sobre os impactos econômicos da pandemia da Covid-19 e da guerra no Leste Europeu

  • Por Jovem Pan
  • 05/07/2022 10h06 - Atualizado em 05/07/2022 11h25
FRANCISCO STUCKERT/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Hamilton Mourão em cerimônia do Casa Verde e Amarela Hamilton Mourão, vice-presidente do Brasil

O governo busca ampliar o leque de relações por meio do comércio exterior. A fala do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Republicanos), que participou do Fórum Econômico Brasil e Países Árabes, reflete o esforço de atravessar as dificuldades neste período pós-pandemia da Covid-19. “Quando finalmente pensávamos nos aproximar da superação dessa doença, a inclusão do conflito entre a Rússia e a Ucrânia aprofundou a instabilidade que desejávamos ver superada. A ruptura das cadeias produtivas, o endividamento e a inflação permanecem como sérios desafios para muitos de nossos países, as relações do Brasil com os 22 países da Liga Árabe ganham um sentido estratégico ainda maior à luz do atual contexto extremo de instabilidade e incerteza”, afirmou.

Incrementar os negócios as relações com as nações árabes faz parte do rol de expansão de mercados projetos pelo governo brasileiro. Mourão aproveitou para destacar as oportunidades no setor de infraestrutura, especialmente o PPI, programa de parceria de investimentos. “No programa de parceria de investimentos, estima-se que que a contratação de investimentos programados entre 2019 e este ano de 2022 nos setores de infraestrutura seja da ordem de R$ 1,3 trilhão, considerando valores a serem executados a partir deste ano. Desse montante, a expectativa é de cerca de que R$ 360 bilhões sejam realizados até o ano de 2025”, disse. Mourão acrescentou aos participantes que o Brasil possui marcos regulatórios seguros e estáveis para investimentos estrangeiros.

*Com informações do repórter Daniel Lian