Educação tem maior influência em desaceleração do IPC-S da 3ª quadri, diz FGV

  • Por Estadão Conteúdo
  • 23/02/2017 10h52
Salvador- BA- Brasil- 25/07/2016- As escolas estaduais estão intensificando as atividades na preparação dos estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontece 5 e 6 de novembro deste ano. No Colégio Estadual Ruben Dário, no bairro de San Martin, em Salvador, a semana será de simulados. Para abranger todas as áreas do conhecimento, as provas começaram nesta segunda-feira (25) e prosseguem até quinta (28), oportunizando aos alunos do 3º ano do Ensino Médio e da Educação Profissional vivenciar situações semelhantes às do dia da avaliação. Com o sonho de cursar Medicina, Leonardo Alves, 17 anos, destaca que o simulado contribui para aumentar a sua confiança. “Podemos avaliar nosso conhecimento e rever os pontos que precisamos melhorar. Também temos o apoio dos professores, que são bastante solícitos. Por meio de grupos online, realizamos uma troca de temas e assuntos que estão em mais evidência no momento. Isso nos deixa ainda mais preparados”. Entusiasmado com a possibilidade de cursar Engenharia Química, Wallace Santos, 18, afirma que o aluno não pode se contentar apenas com o que aprende na sala de aula. “Estamos tendo a oportunidade de aperfeiçoar o nosso conhecimento com diversas atividades. Além da escola, os colegas se reúnem em grupos de estudo para podermos já obter, nos simulados, um bom resultado, nos capacitando a realizar uma boa prova do Enem”. O professor de Língua Portuguesa, Antônio Almeida, diz que o suporte da unidade escolar é fundamental para o bom desempenho do estudante. “Fazemos um trabalho sempre visando o que é aplicado no exame. Com certeza, estas atividades dão uma maior oportunidade aos nossos alunos e os estimulam a concorrer em situação de igualdade com qualquer candidato. Além do simulado, a escola realiza as Olimpíadas de Matemática e Português, assim como o Clube de Leitura, desenvolvendo a interpretação de texto”. A Secretaria da Educação disponibiliza parEnsino Médio

O grupo Educação, Leitura e Recreação, que desacelerou de 2,50% da segunda leitura do mês para 1,81% na terceira, foi o que teve mais influência no arrefecimento do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), segundo divulgação desta quinta-feira (23), a Fundação Getulio Vargas (FGV). Nesta classe de despesa, a FGV cita a desaceleração apurada em cursos formais, de 4,21% para 2,34% na terceira medição de fevereiro. O IPC-S, por sua vez, ficou em 0,40% no período, ante 0,49% na segunda leitura.

Na classe de despesa de Alimentação, que acelerou o ritmo de queda para 0,13%, depois de cair 0,01%, o destaque foram os gastos com refeições em bares e restaurantes, cuja taxa atingiu 0,35% (ante 0,37%), conforme a FGV. 

Quanto ao conjunto de preços de Transportes (de 0,75% para 0,65), foi notado que o efeito do reajuste recente nas tarifas de ônibus diminuiu (de 2,34% para 1,78%), enquanto no grupo Comunicação houve desaceleração em tarifa de telefone móvel (de 0,82% para 0,51%).

Já no caso dos grupos que avançaram no período, o grupo Habitação (de 0,39% para 0,43%) acelerou, conforme a FGV, em razão da maior pressão em tarifa de eletricidade residencial (de queda de 0,11% para alta de 0,09%); em Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,41% para 0,44%), medicamentos em geral ficaram mais caros (de -0,13% para alta de 0,08%); em Vestuário (de queda de 0,04% para alta de 0,02%) as roupas tiveram queda menos intensa (de -0,38% para -0,05%); e em Despesas Diversas (0,25% para 0,35%), o destaque foi cartão de Telefone, cuja taxa passou de 0,09% para 1,29% na terceira quadrissemana.