Elizabeth se despede de presidente irlandês após visita histórica ao R.Unido

  • Por Agencia EFE
  • 11/04/2014 13h05

Londres, 11 abr (EFE).- O presidente da Irlanda, Michael D.Higgins, deixou nesta sexta-feira o castelo de Windsor após se despedir da rainha Elizabeth II, ao final de sua histórica visita de Estado de quatro dias ao Reino Unido.

O político irlandês, que foi convidado pela monarca e esteve acompanhado por sua esposa, após sair do castelo, situado no condado de Berkshire, nos arredores de Londres, visitou as localidades de Stratford-upon-Avon e Coventry, no centro da Inglaterra.

Em Stratford, Higgins, membro histórico do Partido Trabalhista, assistiu a uma apresentação da companhia teatral Royal Shakespeare. Foi nesta cidade que o famoso dramaturgo inglês nasceu.

Posteriormente, o casamento foi para Coventry, onde percorreu a nova catedral e as ruínas do antigo edifício que foi bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial. Em seguida, reuniu-se com líderes religiosos.

Esta é a primeira vez que um presidente irlandês viaja para o Reino Unido desde que a Irlanda se tornou independente, em 1916. Há três anos, Elizabeth II e seu marido, o duque de Edimburgo, visitaram a Irlanda, o que marcou o início de um novo capítulo na tortuosa história de ambos os países.

Em um banquete de Estado oferecido nesta semana pela monarca britânica no Castelo de Windsor, onde Higgins se hospedou, a rainha destacou que os eventos acontecidos no passado recente mostravam que os dois países “caminham juntos rumo a um futuro mais luminoso”.

“Lembraremos nosso passado mas já não permitiremos mais que nosso passado escureça nosso futuro”, afirmou Elizabeth II em um breve discurso para os presentes, entre quais estava o dirigente republicano e ex-comandante do já extinto Exército Republicano Irlandês (IRA) Martin McGuinness, em um dos gestos mais simbólicos da viagem.

Em outro momento marcante da viagem de quatro dias, Higgins discursou diante das duas câmaras do parlamento de Westminster -Lordes e Comuns-, e elogiou a atual “proximidade” entre Londres e Dublin. EFE