Estado nega clemência e primeira mulher será executada na Geórgia em 70 anos
Atlanta (EUA.), 25 fev (EFE).- A Junta Estadual de Liberdade Condicional da Geórgia (EUA) negou nesta quarta-feira pedido de clemência da prisioneira Kelly Gissendaner, única mulher no corredor da morte no estado, e a detenta será executada nesta quarta-feira por injeção letal.
Gissendaner, de 47 anos, condenada à pena capital pela morte de seu marido, Doug Gissendaner, será a primeira mulher a ser executada no estado em 70 anos.
A execução de Gissendaner está prevista para ocorrer às 19h locais (21h de Brasília) na prisão de Jackson, em Atlanta.
A junta é a única instituição na Geórgia com o poder de conceder clemência a um condenado à pena de morte.
A última mulher a ser executada no estado da Geórgia foi Lena Baker, que morreu eletrocutada em 1945, embora em 2005 ela tenha sido oficialmente perdoada pois a justiça considerou legítima defesa.
A defesa de Gissendaner criticou por várias vezes o fato do amante da mulher, autor material do assassinato, ter sido condenado à prisão perpétua, enquanto ela recebeu a pena capital.
Gissendaner foi condenada por planejar e conspirar para o assassinato de seu marido ao lado de seu amante, Gregory Bruce Owen, que foi sentenciado a prisão perpétua por testemunhar no julgamento.
A mulher pediu como última refeição dois hambúrgueres com queijo, uma porção grande de batatas-fritas, pão de milho, manteiga, sorvete de baunilha com cerejas, pipocas, salada e limonada. EFE
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