EUA ampliaram capacidade de vigilância da NSA sem ordem judicial, diz “NYT”

  • Por Agencia EFE
  • 04/06/2015 15h45

Nova York, 4 jun (EFE).- A Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA, sigla em inglês) foi autorizada em 2012 pelo governo do presidente Barack Obama a realizar operações de vigilância dentro do país para combater hackers sem a necessidade de ordem judicial, revelou o “The New York Times” nesta quinta-feira.

Com base em documentos vazados pelo ex-analista da CIA, Edward Snowden, o jornal afirma que a NSA foi autorizada pelo Departamento de Justiça a realizar essa vigilância de alvos dentro dos EUA para proteger o país de ações agressivas de governos estrangeiros.

No entanto, a NSA, segundo a informação, buscou a possibilidade de acessar outros alvos suspeitos, embora não estivesse provado que estes tinham ligação com governos estrangeiros.

Estas decisões foram mantidas em segredo e se somam a outras polêmicas surgidas anteriormente por atuações anteriores da NSA sobre a espionagem de líderes estrangeiros.

De acordo com a informação publicada hoje, em cooperação com a organização “ProPublica”, as autorizações foram concedidas em meio a um ataque virtual “sem precedentes” a repartições públicas e empresas privadas dos EUA.

O jornal diz que não ficou claro como a NSA podia escolher seus alvos pelos limites pouco esclarecidos entre um governo estrangeiro e uma organização criminosa privada.

Os sistemas da NSA foram aproveitados pelo FBI com o mesmo propósito.

A publicação lembra que a NSA foca na vigilância de atividades estrangeiras, e não em trabalhos de ordem pública, um campo que caberia às funções estendidas da agência de informação para vigiar possíveis ataques virtuais.

Tudo isso sem ordem judicial e por meio de autorizações feitas sem debate público, informou a publicação.

A informação veio em meio a uma crescente preocupação nos EUA sobre os riscos aos direitos públicos pelos possíveis excessos na vigilância das autoridades nas atividades de seus cidadãos.

A lei do Patriot Act, aprovado após os atentados terroristas do 11 de setembro de 2001, foi modificada recentemente pelo Congresso dos Estados Unidos para limitar algumas das práticas que existiam até agora. EFE