EUA asseguram que Cuba se distanciou do terrorismo internacional
Washington, 19 jun (EFE).- Os Estados Unidos reafirmaram nesta sexta-feira, no relatório anual do Departamento de Estado sobre terrorismo, que Cuba deu garantias de que não facilitará o terrorismo internacional e não apoiará os grupos ETA e Farc.
O relatório sobre terrorismo do Departamento de Estado de 2014, divulgado hoje em Washington, diz que “Cuba deu passos para se distanciar totalmente do terrorismo internacional e para reforçar as leis antiterroristas”.
Os Estados Unidos, que formalizaram a saída de Cuba da lista de estados que apoiam o terrorismo em 29 de maio como parte do processo de normalização das relações bilaterais, destacou que o governo da ilha “deu garantias de que não apoiará atos de terrorismo internacional no futuro”.
No entanto, o relatório reconhece que “Cuba continua permitindo que aproximadamente duas dezenas de membros da ETA sigam no país”, mas o governo castrista garantiu que “nunca permitirá que membros da ETA vivam em Cuba e usem território cubano para atividades da organização contra a Espanha ou outro país”.
“Não há informação disponível que indique que o governo de Cuba permita que estes membros da ETA planejem, financiem, liderem ou cometam atos de terrorismo internacional enquanto residem em Cuba”, assinala o Departamento de Estado.
Nos mesmo termos, o relatório indica que não há “provas críveis” de que Cuba tenha emprestado material de apoio ou recursos a membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).
Os Estados Unidos afirmam que a facilitação de passagem e estadia em Cuba para membros das Farc se limitou às conversas de paz com o governo colombiano na ilha e que contam com representantes da Venezuela, Chile, Noruega e a Cruz Vermelha.
O Departamento de Estado começou a revisar a inclusão de Cuba na lista de estados que apoiam o terrorismo, na qual estão Irã, Sudão e Síria, após o anúncio feito em dezembro pelo presidente americano, Barack Obama, e pelo cubano, Raúl Castro, de que avançariam no restabelecimento de relações.
A revisão foi finalizada no final de maio, depois que o Congresso dos Estados Unidos não emitiu objeção à medida.
Um dos pontos que continua sendo negociado por ambos países é a repatriação de fugitivos da Justiça americana que vivem em Cuba, algo que é mencionado no trecho do relatório sobre o país caribenho, embora qualifique que Havana “mostrou cooperação nos últimos anos”. EFE
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