EUA lançam campanha de propaganda contra EI para mulçumanos que vivem no país

  • Por Agencia EFE
  • 06/09/2014 03h43

Washington, 6 set (EFE).- O Departamento de Estado dos EUA lançou um vídeo com imagens de crucificações e atentados à bomba realizados pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), que faz parte de uma campanha de contrapropaganda para dissuadir mulçumanos que vivam no país de se alistar em suas fileiras.

Com o título “Bem-vindo à terra do Estado Islâmico” e com a intenção de ressaltar a natureza atroz das ações deste grupo terrorista, o vídeo mostra como lançam uma pessoa de um despenhadeiro e várias cabeças humanas sobre uma estante.

As imagens do vídeo foram extraídas das gravações que o EI usa para recrutar militantes através das redes sociais, o mesmo meio escolhido pelo governo dos Estados Unidos para confrontar a mensagem dos jihadistas.

O vídeo foi publicado nesta sexta-feira em canais nacionais como a “CNN” e imediatamente se transformou em fonte de debate, mas a campanha em que está inserido, “Think again, turn away (Bem bem, dê meia volta”) do Departamento de Estado começou há um ano em redes sociais como Facebook, Twitter, Tumblr e em um canal próprio do YouTube.

Dirigida por um centro do departamento de Estado dedicado à estratégias de comunicação contra o terrorismo, está focada em evitar que muçulmanos que vivem nos Estados Unidos – que a Administração considera um grupo vulnerável às mensagens do EI – viajem ao Iraque ou Síria para se unirem às fileiras do grupo, como já fizeram dezenas cidadãos do país americano segundo estimativas oficiais.

“Nossa missão é expor os fatos sobre os terroristas e sua propaganda. Não se deixe enganar por quem rompe famílias e destrói seu patrimônio”, explicou o Departamento de Estado na página desta campanha em Facebook.

À medida que o EI se fortaleceu nos últimos meses, mais estrangeiros foram para a Síria e para o Iraque para lutar com eles, o que fez as autoridades europeias e americanas aumentarem seus recursos para detê-los antes de sairem de seus países de origem, explicaram recentemente fontes oficiais ao “New York Times”.

Segundo seu relato, o EI se tornou mais atraente que a Al Qaeda para os potenciais combatentes porque o território controlado por eles é regido por uma estrita lei islâmica. “Eles podem chamar a si mesmos de a verdadeira jihad”, disse ao jornal um funcionário americano.

Outro dos fatores que tornam o EI atraente, segundo essas fontes, é a “brutalidade” de suas práticas, evidente nos vídeos das decapitações de dois jornalistas americanos divulgados nas últimas semanas e que comoveram o mundo.

Estima-se que mais de uma centena de americanos tenham lutado junto a grupos rebeldes – não só com o EI – desde o começo da guerra civil na Síria, há três anos. Desde janeiro deste ano até agora o número de cidadãos dos EUA combatendo na Síria dobrou. EFE