Forças Armadas da Austrália se envolvem em escândalo de pornografia infantil

  • Por Agencia EFE
  • 08/09/2014 00h49

Sydney (Austrália), 8 set (EFE).- Um relatório confidencial, apoiado nos dados que a Polícia militar recolheu, contém mais de uma centena de denuncias formuladas desde 2008 contra membros das Forças Armadas australianas por posse de pornografia infantil e sedução de menores, publica nesta segunda-feira a imprensa local.

De acordo com o documento, que foi entregue em maio passado ao então chefe militar David Hurley, nos últimos seis anos se informou de 104 casos de ataques sexuais agravados, que incluem estupros, segundo o jornal “The Australian”.

A maioria destas ofensas sexuais inclui a transmissão de pornografia através dos telefones celulares ou pela internet, assim como casos de sedução de menores.

Os investigadores militares também receberam 102 relatórios de “ofensas que não incluem ataques contra menores” nesse mesmo período, cuja maioria foram abordados pela Polícia civil, segundo o periódico australiano.

Fontes militares confirmaram a “The Australian” que foram tomadas medidas drásticas contra aqueles que cometeram abusos sexuais desde o ano passado, após o escândalo denominado “Conselho Jedi”, que implicou a transmissão de imagens explícitas de mulheres sem seu consentimento e que derivou na expulsão de dez soldados.

Nos dois últimos anos fiscais, ou seja, desde julho de 2012, cerca de 200 membros das Forças Armadas australianas, a maioria do Exército, foram demitidos por “conduta inaceitável” ou em “relação a delitos civis”, acrescentou o jornal.

Em 2012, o Governo australiano encarregou um relatório para revisar as acusações de 847 pessoas sobre supostos abusos sexuais, assédios e outros tipos de agressões supostamente cometidos dentro das Forças Armadas e pediu desculpas por estes delitos.

Estes abusos incluíam os de centenas de adolescentes que foram vítimas de abusos físicos e sexuais entre os anos de 1960 e 1984 quando se encontravam recrutados na base naval Leeuwin, no sudoeste da Austrália. EFE