Forças iraquianas retomam controle da cidade de Al Duluaeya

  • Por Agencia EFE
  • 15/07/2014 14h46

Bagdá, 15 jul (EFE).- Os serviços de segurança do Iraque, com apoio de combatentes tribais, expulsaram nesta terça-feira os jihadistas do Estado Islâmico (EI) da cidade de Al Duluaeya, ao norte de Bagdá, informou uma fonte de segurança.

Um oficial da polícia dessa mesma região, que pediu para se manter em anonimato, explicou que as forças de segurança, apoiadas por combatentes do clã tribal Al Jabouri e pela aviação militar, retomaram totalmente o controle desta cidade, localizada a menos de 90 quilômetros de Bagdá.

Segundo a fonte, os jihadistas do EI assumiram o controle de vários bairros desta cidade nos dois últimos dias, principalmente aqueles ao norte de Al Duluaeya, situada na província de Saladino.

Além disso, a fonte acrescentou que os jihadistas destruíram as sedes governamentais nos bairros ocupados e sabotaram a ponte que liga a cidade com Balad, às margens do Rio Tigre.

O responsável policial acrescentou que os confrontos entre os dois bandos causaram a morte de dezenas de jihadistas – alguns deles por bombardeios aéreos -, dois policiais e dois civis, enquanto outras 20 pessoas, entre elas agentes e civis, ficaram feridas.

Além da retomada de Al Duluaeya, o Exército iraquiano anunciou hoje a recuperação de grande parte da cidade de Tikrit, capital de Saladino, e um complexo de palácios presidenciais que estavam em poder dos insurgentes sunitas.

No último dia 3 de julho, o Exército assumiu o controle da cidade de Awja, a cidade natal do falecido ditador Saddam Hussein (situada junto a Tikrit, onde vivia a maior parte de seu clã), cujos partidários lutam junto ao EI contra o governo iraquiano.

O Iraque vive uma grave crise desde o dia 10 de junho, quando grupos insurgentes sunitas assumiram o controle de Mossul, a segunda cidade do país, e seguiram em direção a outras regiões do norte e do centro.

Além disso, no último dia 29 de junho, o EI declarou um califado islâmico que abrange desde a província síria de Aleppo até a iraquiana de Diyala, uma decisão rejeitada por outros grupos rebeldes de ambos os países. EFE