França apoia intervenção terrestre de países da região na Síria

  • Por Agencia EFE
  • 15/09/2015 15h13

Paris, 15 set (EFE).- O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, insistiu nesta terça-feira que não enviará soldados franceses à Síria ou Iraque, mas garantiu que Paris apoiaria a intervenção no terreno de “uma coalizão de países da região” para combater o grupo terrorista do Estado Islâmico (EI).

“Se fosse formada uma coalizão de países da região (…) teria o apoio da França”, declarou o chefe do governo francês em um debate sem voto perante os deputados da Assembleia Nacional para explicar a decisão do Executivo francês de estender à Síria os bombardeios que desde há um ano pratica no Iraque.

Valls reivindicou “plena autonomia de ação” nesses ataques aéreos que considera que respondem à necessidade de “legítima defesa” já que o terrorismo islamita representa “uma ameaça” para a segurança da França.

“Elegeremos nossos alvos para atacar”, acrescentou o político socialista, que confirmou que as forças armadas já iniciaram os voos de reconhecimento para identificar “centros de comando dessa organização” na Síria e que essas manobras durarão “o tempo que for necessário”.

No entanto, Valls descartou o envio de uniformizados franceses no terreno já que seria “inconseqüente e não realista” pois “seria preciso mobilizar várias dezenas de milhares de homens” e nem os Estados Unidos e nem outros países europeus parecem dispostos a formar uma coalizão com esse propósito, indicou.

Valls acrescentou que as operações aéreas da França em território sírio em nenhum caso suporão um apoio a Damasco, parcialmente responsável pelo “drama dos refugiados, que fogem não só do EI mas também, não esqueçamos nunca, da barbárie de Bashar al Assad”, ressaltou.

O chefe do governo francês acrescentou que o EI conta com entre 20 mil e 30 mil estrangeiros no Iraque e Síria, país este último no qual o grupo terrorista controla “30%” do território e que transformou em “um importante reduto de consequências funestas”.

No caso de cidadãos franceses, segundo o primeiro-ministro há 1.880 franceses envolvidos nessas redes jihadistas, dos quais 441 se encontram nesses dois países, onde morreram 133 pessoas de nacionalidade francesa, disse. EFE