Greve de cobradores deixa passageiros sem ônibus em Curitiba
Rio de Janeiro, 27 jun (EFE).- Curitiba, uma das 12 sedes da Copa do Mundo, amanheceu nesta sexta-feira sem transporte público por conta de uma greve dos cobradores dos ônibus um dia depois que a cidade abrigou a partida entre Argélia e Rússia, o último de seus compromissos na competição.
A paralisação deixou nesta sexta-feira 100% dos ônibus públicos da capital paranaense nas garagens e cerca de dois milhões de passageiros sem transporte, informaram hoje fontes sindicais.
Os cobradores de ônibus se declararam em greve a partir de quinta-feira, mas os veículos circularam ontem normalmente porque os motoristas permaneceram em seus postos e ofereceram gratuitamente o serviço aos passageiros.
A patronal que representa os proprietários dos ônibus (Setransp) informou que, apesar de autorizar os motoristas a trabalhar novamente sem a companhia do cobrador, sindicalistas bloquearam todas as garagens para impedir a saída dos veículos.
O Sindicato de Motoristas e Cobradores (Sindimoc), por sua parte, afirmou que os proprietários dos ônibus não deixaram os motoristas sair para trabalhar porque, sem cobrador, teriam que voltar a recolher passageiros sem cobrar a tarifa e voltariam a sofrer milionárias perdas.
O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, assegurou em mensagem em sua conta em uma rede social que um juiz atendeu um recurso apresentado pela Prefeitura para que pelo menos uma parte dos ônibus circule.
“A justiça laboral determinou que Sindimoc e Setransp (sindicato dos proprietários) coloquem em circulação 100% da frota e que 50% dos cobradores trabalhem”, afirmou o prefeito.
Os cobradores exigem um aumento salarial e sua paralisação foi considerada como legal pela justiça.
O fim do Mundial também significou o retorno dos transtornos para a cidade de Natal, outra das sedes e que sofreu com uma greve de ônibus na quarta-feira, um dia depois da partida entre Itália e Uruguai. EFE
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