Jihadistas matam 56 prisioneiros do Exército da Síria em Idlib

  • Por Agencia EFE
  • 19/09/2015 08h40

Cairo, 19 set (EFE).- Membros da Frente al Nusra, filial da Al Qaeda na Síria, e do Partido Islâmico do Turcomenistão mataram 56 soldados do Exército sírio, que tinham sido capturados no dia 9 de setembro em Idlib, na batalha pela base militar de Abu al Duhur.

As informações foram divulgadas neste sábado pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos, que ainda afirma que o número de mortos sobe para 71 se considerados os milicianos leais ao regime do presidente sírio Bashar al Assad.

Segundo o Observatório, todos os militares que estavam na base militar estão desaparecidos, mortos ou foram tomados como prisioneiros pelos extremistas. Abu al Duhur está situada a cerca de 30 quilômetros da cidade de Idlib e era o último bastião que o regime mantinha sob seu controle na província.

O quartel estava sendo atacado há dois anos e foi capturado depois de os jihadistas aproveitarem uma tempestade de areia que reduziu a visibilidade na região e impediu a Força Aérea síria de apoiar os soldados que estavam em terra.

Em um vídeo divulgado pelos jihadistas, é possível ver vários momentos da ofensiva em meio à tempestade de areia. Um dos combatentes explica que graças ao fenômeno, eles puderam atravessar os 800 metros de campo aberto que os separavam da base militar.

As imagens, cuja autenticidade não pôde ser verificada, mostram os corpos de supostos soldados, assim como dez aviões de combate, um helicóptero e um tanque. Há também caixas com armas e munição.

No vídeo também é possível ver que os jihadistas contaram com o apoio de três tanques, lança-foguetes e metralhadoras de grande calibre. EFE