Mais duas pessoas morrem em surto de legionela em Portugal

  • Por Agencia EFE
  • 12/11/2014 13h01
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Lisboa, 12 nov (EFE).- Subiu para sete o número de mortos pelo surto de legionela em Portugal, com a morte de um paciente internado em um hospital de Lisboa e outro na Vila França de Xira, foco da epidemia, divulgou a imprensa portuguesa.

No último balanço oficial, divulgado ontem, as autoridades sanitárias de Portugal tinham informado de 278 casos confirmados de legionela, e 40 doentes internados em unidades de terapia intensiva.

Essas duas novas mortes levaram as autoridades portuguesas a extremar as precauções e a acelerar a investigação de onde e como o surto, que começou na sexta-feira, se propagou.

O surto, nunca antes visto em Portugal, preocupou a Organização Mundial da Saúde (OMS), que levantou a possibilidade de enviar especialistas se o país considerar necessário.

Cinco peritos ambientais analisaram nas últimas 24 horas os possíveis focos de contaminação na cidade industrial de Vila França de Xira, a cerca de 30 quilômetros de Lisboa.

As primeiras suspeitas recaíram nas torres de refrigeração de uma fábrica de adubos da cidade, de 120 mil habitantes.

Caso essa suspeita seja confirmada, a empresa Adubos de Portugal (ADP Adubos) poderia ser julgada por crimes poluição atmosférica.

Segundo os especialistas, as fábricas a menos de 600 metros de zonas residenciais devem examinar a cada três meses se contêm a bactéria da legionela, que se propaga através do ar.

“Esta situação não ocorreu por negligência do Estado”, afirmou ontem o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, que prometeu apurar as responsabilidades.

A legionela é um tipo de pneumonia causada por uma bactéria e a forma de infecção mais comum é pela inalação de vapor, gotículas de água, neblina contaminada, e em grandes unidades de refrigeração por água. Ela não é transmitida de pessoa para pessoa.

A doença apresenta duas formas clínicas: a infecção pulmonar ou “Doença do Legionário”, que se caracteriza por pneumonia com febre alta, e a forma não pneumônica conhecida como “Febre de Pontiac”, que é mais leve.

Se tratada a tempo, o índice de mortalidade não chega aos 6%, de acordo com fontes sanitárias.

Os sintomas são parecidos com os das pneumonias atípicas, podendo chegar a ser inicialmente confundida com gripe, mas inclui vômitos, dores de cabeça e no corpo, diarreia, tosse e urina com sangue. Pode haver alterações nos órgãos internos, mais ou menos severas em função do estado de saúde da pessoa infectada. EFE

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