Membro da ETA comparece no segundo dia de julgamento de extradição à Espanha

  • Por Agencia EFE
  • 24/06/2014 10h31

Londres, 24 jun (EFE).- O segundo dia do julgamento da extradição do histórico Antonio Troitiño começou nesta terça-feira em um tribunal de Londres, no qual a promotoria exporá seus argumentos para sua entrega à Espanha.

Troitiño, que está em liberdade condicional, compareceu de novo neste segundo dia do julgamento, que começou ontem na Corte de Magistrados de Westminster (centro de Londres).

A Espanha quer que Troitiño volte ao território para responder às acusações de integração no aparelho logístico da ETA e estar em posse de documentação falsa quando foi detido pela primeira vez em Londres em 2012.

No início da audiência, a defesa disse que os advogados de Troitiño na Espanha não puderam ter acesso à investigação sobre a documentação falsa alegada pela promotoria.

Depois, o promotor Ben Lloyd, em representação da Espanha, deve expor seus argumentos para solicitar a entrega do “membro da ETA”, que foi detido pela segunda vez em fevereiro em Londres.

Lloyd apresentará hoje correspondência entre as autoridades espanholas e as britânicas desde 2012 que demonstrariam que os novos delitos há tempo estavam sendo investigados.

Na audiência de ontem, a defesa, liderada por Mark Summers, debulhou seus argumentos, que resumiu que foi cometido “um abuso de processo” por conta das novas acusações a seu cliente, que já se submeteu a um primeiro julgamento de extradição agora interrompido.

A Justiça espanhola pediu pela primeira vez a extradição de Troitiño após sua detenção em Londres em 29 de junho de 2012 a fim de aplicar de forma retroativa a doutrina Parot, que teria o efeito de alongar a pena até 2017, mas o processo encalhou após a sentença de Estrasburgo.

Em janeiro deste ano, a Espanha reivindicou de novo a detenção e entrega do “etarra”, detido pela segunda vez em 13 de fevereiro, quando estava em liberdade condicional.

Antonio Troitiño já cumpriu na Espanha 24 anos de prisão por ser autor, entre outros, de um atentado em 1986 contra um ônibus da Guarda Civil na praça da República Dominicana de Madri, no qual morreram 12 agentes e houve mais de 50 feridos. EFE