Metroviários anunciam greve em SP, mas governo consegue barrá-la na Justiça
São Paulo, 4 jun (EFE).- Os trabalhadores do metrô de São Paulo anunciaram greve por tempo indeterminado a partir de amanhã, quinta-feira, a uma semana do início da Copa do Mundo, mas o Metrô, cujo principal acionista é o governo do estado, conseguiu na Justiça uma liminar que impede a paralisação.
“Em uma assembleia cheia, os trabalhadores do metrô aprovaram uma greve geral por tempo indeterminado a partir das 0h de quinta-feira”, informou o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Subterrâneos.
Mas o Metrô afirmou ter conseguido, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), uma liminar que garantiria 100% do serviço nos horários de pico e 70% no resto do dia.
Duas audiências de conciliação estão marcadas para amanhã. Uma na Delegacia Regional do Trabalho, às 10h e outra pelo próprio TRT às 15h.
Já o presidente do Sindicato dos Metroviários, Prazeres Junior, garantiu que mesmo com a liminar a categoria não trabalhará.
A prefeitura havia informado, antes da liminar, que suspenderia o rodízio de carros nesta quinta-feira para diminuir o impacto da falta de serviço.
Sindicato e Metrô não chegaram a um acordo sobre o reajuste salarial. A empresa ofereceu 8,7%, mas os trabalhadores exigem 16,5%, pois considerarem que a carga de trabalho aumentou na mesma medida que cresceu o volume de passageiros da rede.
A última reunião entre as partes aconteceu hoje no TRT, que sugeriu que a empresa oferecesse aumento de 9,5%, o que foi rejeitado pelo presidente do Metrô, Luiz Antônio Carvalho Pacheco.
Há duas semanas a cidade de São Paulo viveu por quatro dias uma greve de motoristas de ônibus que provocou congestionamentos recordes. EFE
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