MUD faz contato com chanceleres da Unasul para retomar diálogo na Venezuela
Caracas, 12 nov (EFE).- A coligação de oposição da Venezuela, Mesa da Unidade Democrática (MUD), informou nesta quarta-feira que iniciou contatos com os chanceleres de Brasil, Colômbia e Equador, para que possam ajudar a reativar o diálogo político com o governo de Nicolás Maduro.
O opositor Ramón Guillermo Aveledo, coordenador da Comissão Internacional da MUD, “iniciou os contatos com os chanceleres do Brasil, Luis Alberto Figueiredo; da Colômbia, María Ángela Holguín, e do Equador, Ricardo Patiño, e garantiu que existe o interesse de buscar soluções para a crise na Venezuela”, afirmou a coalizão em um comunicado.
O recém-nomeado coordenador internacional disse que, como parte de seus novos objetivos, será “fundamental buscar um diálogo que leve ao equilíbrio dos poderes públicos” no país.
“Queremos a ajuda de nossos amigos de fora”. “No exterior há uma maior e melhor compreensão de nossa realidade”, disse Aveledo, que se reincorporou hoje à coligação após um curto período de ausência, desde que deixou a Secretaria Executiva.
O governo venezuelano e a MUD iniciaram uma série de reuniões no dia 10 de abril, após dois meses de protestos populares que deixaram mais de 40 mortos.
O processo de contatos foi suspenso no dia 13 de maio, depois que a coalizão de oposição considerou que o diálogo estava “congelado” e afirmou que o mesmo só seria retomado após “gestos” do governo.
O diálogo político teve como “testemunhas de boa fé” o Vaticano e a União das Nações Sul-americanas (Unasul), que designou para esse fim uma comissão integrada pelos chanceleres Figueiredo, Holguín e Patiño.
O secretário-geral da Unasul, Ernesto Samper, afirmou na última segunda-feira, em Brasília, que a Venezuela necessita de um “grande pacto social” para “reformar” sua economia e superar o conflito político que ainda persiste nesse país.
Para Aveledo, “o novo pedido de diálogo do presidente da Unasul, Ernesto Samper, mostra que existe preocupação” a respeito da situação da Venezuela.
Aveledo, que ocupou o cargo mais importante da MUD durante cinco anos, deixou a aliança, que reúne a maioria dos partidos de oposição ao chavismo na Venezuela, após atritos internos. EFE
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