Após fala de Bolsonaro sobre ‘usar pólvora’, embaixador americano exalta força militar dos EUA

Todd Chapman compartilhou um vídeo em suas redes sociais comemorando os 245 anos do Corpo de Fuzileiros Navais e afirmou que os soldados estão ‘sempre de prontidão para responder de forma rápida, seja por terra, ar ou mar’

  • Por Jovem Pan
  • 11/11/2020 00h47 - Atualizado em 11/11/2020 00h48
Reprodução/ TwitterVídeo que embaixador compartilhou exalta as Forças Armadas dos EUA

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, publicou na noite desta terça-feira, 10, uma mensagem congratulando o Corpo de Fuzileiros Navais americano pelo aniversário de 245 anos. O vídeo que acompanha a publicação relata que o destacamento é o “maior do mundo” e está “sempre de prontidão para responder de forma rápida, seja por terra, ar ou mar”. A publicação de Chapman surgiu horas depois de o presidente Jair Bolsonaro falar em usar “pólvora” para proteger a Amazônia, em resposta a uma declaração do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, durante a campanha, sobre a possibilidade da imposição de sanções ao Brasil por causa da destruição da floresta.

“Assistimos a um grande candidato a chefia de Estado (Biden) dizendo que, se eu não apagar o fogo da Amazônia, ele vai levantar barreiras comerciais contra o Brasil (…) Apenas na diplomacia não dá (…) Quando acaba a saliva tem que ter pólvora”, disse o presidente, em cerimônia no Palácio do Planalto. Na mensagem no Twitter, Chapman escreve que o “Destacamento de Fuzileiros Navais na Embaixada e nos Consulados dos EUA compartilha uma longa história e uma relação importante e duradoura com a diplomacia que nos permite construir com segurança uma relação bilateral mais forte com o Brasil”.

Uma das passagens do vídeo publicado pelo embaixador mostra fuzileiros navais americanos perfilados à frente do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e marchando na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Ainda no vídeo, Chapman afirma que o Corpo de Fuzileiros Navais mantém homens no Brasil para a proteção das missões diplomáticas dos Estados Unidos.

*Com informações do Estadão Conteúdo