Em meio à pandemia de Covid-19, EUA têm menor taxa de natalidade desde 1979

Esse é o sexto ano consecutivo que o país registra queda no número de nascimento de bebês; mulheres norte-americanas estão decidindo engravidar cada vez mais tarde

  • Por Jovem Pan
  • 06/05/2021 14h01 - Atualizado em 06/05/2021 14h14
PixabayCerca de 3,6 milhões de bebês nasceram nos Estados Unidos em 2020

A taxa de natalidade dos Estados Unidos caiu pelo sexto ano consecutivo em 2020, quando cerca de 3,6 milhões de bebês nasceram no país. De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o número foi o menor desde 1979 e representa um declínio de 4% em relação ao ano anterior. Para alguns especialistas, os resultados podem ter sido agravados pela pandemia do novo coronavírus: um estudo realizado em junho de 2020 pelo Instituto Guttmacher indicou que uma em cada três mulheres norte-americanas pretendiam adiar os planos de gravidez ou ter menos filhos por causa da Covid-19. Porém, o Pew Research Center aponta a existência de uma ligação mais clara com a idade média das mães norte-americanas: as mulheres estão tendo filhos cada vez mais tarde na vida, à medida que aumenta o nível de escolaridade e a participação do mercado de trabalho de pessoas do sexo feminino. A idade média das mães no primeiro parto era de 23 anos em 2010 e 27 anos em 2020, por exemplo. Ao mesmo tempo, as gestações entre adolescentes de 15 a 19 anos nos Estados Unidos caiu 8% no ano passado, o declínio mais acentuado em todas as faixas etárias.

Os dados refletem uma queda na taxa de natalidade observada em todo o mundo. Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2019 estimou que a fertilidade deverá cair abaixo dos níveis de reposição até 2070. Até o final do século, a projeção é que a população mundial pare de crescer virtualmente pela primeira vez na história: entre 2020 e 2100, espera-se que 90 países percam população, incluindo dois terços de todos os países e territórios da Europa. De acordo com os números da ONU, a África seria a única região do mundo com um forte crescimento populacional no resto do século 21, principalmente na África Subsaariana.